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MPMT quer prisão de fornecedor de arma e financiadores do silêncio de assassinos de advogado

MPMT quer prisão de fornecedor de arma e financiadores do silêncio de assassinos de advogado

08/07/2026

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recorreu da decisão que negou a prisão preventiva de Peterson Venites Komel Júnior, apontado como responsável pela aquisição das armas utilizadas na organização criminosa investigada pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, e de Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, acusados de financiar o silêncio dos envolvidos diretamente no crime.

O novo pedido foi apresentado por meio de recurso em sentido estrito pelo Núcleo de Defesa da Vida, que busca reverter a decisão judicial que indeferiu as prisões preventivas quando recebeu a denúncia.

O recurso é assinado pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, Vinícius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos.

Conforme a denúncia, Peterson não participou diretamente da execução de Roberto Zampieri, mas desempenhou papel estratégico na organização criminosa ao adquirir armas, monitorar alvos e recrutar integrantes para o grupo responsável pelo homicídio.

Já Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater são apontados pelo Ministério Público como responsáveis por fornecer suporte financeiro à organização criminosa. Segundo a investigação, o objetivo era garantir o silêncio dos executores e dificultar a identificação dos mandantes do assassinato.

De acordo com o Ministério Público, os três integravam uma organização criminosa estruturada, supostamente comandada por Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. O grupo teria sido contratado por Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo para executar Roberto Zampieri em razão de uma disputa patrimonial envolvendo uma fazenda avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

Ao recorrer da decisão, os promotores sustentam que há elementos suficientes para justificar a prisão preventiva dos denunciados, diante da gravidade dos fatos e do risco à ordem pública e à instrução criminal.

"Existem fundamentos o bastante para a decretação da prisão preventiva, ancorados na necessidade de proteção à ordem pública e conveniência da instrução criminal. A prisão preventiva, portanto, perfaz necessária e proporcional, pois presentes as condições de admissibilidade, requisitos e fundamentos da medida extrema", afirmaram os promotores no recurso.

O Ministério Público também argumenta que os denunciados não ocupavam funções secundárias na organização criminosa.

"Não se está diante de integrantes periféricos de uma associação criminosa comum. Os autos revelam que os recorridos integram organização criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas e comandada por agente com formação militar, voltada, entre outras finalidades, para a prática de homicídios sob encomenda", destaca o recurso.

Ao todo, nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público no âmbito das investigações sobre o assassinato de Roberto Zampieri.

 

 

DA REDAÇÃO
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