Justiça manda prender policiais envolvidos na morte de advogado em Cuiabá
24/06/2026
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A 14ª Vara Criminal de Cuiabá determinou nesta segunda-feira (22), a prisão preventiva dos policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso.
A ordem veio do Superior Tribunal de Justiça e deve ser cumprida com urgência pela Polícia Civil e peça Polícia Militar de Mato Grosso.
Os quatro PMs do Batalhão da ROTAM respondem por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e crime hediondo em uma ação penal por um crime ocorrido em 12 de julho de 2024.
LEIA TUDO SOBRE O CASO
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, eles teriam matado Walteir Lima Cabral com tiros de arma de fogo e tentado matar P. E. S. S. e J.M.O.M.S. Os dois sobreviveram.
O MP afirma que os policiais simularam um confronto para esconder o que aconteceu e encobrir a ligação com o assassinato do advogado Renato Gomes Nery, em 5 de julho de 2024. Laudo pericial apontou que a mesma arma foi usada nos dois crimes.
A denúncia foi recebida pela Justiça em 14 de maio de 2025. Em 29 de maio, o juiz da 14ª Vara tinha revogado a prisão preventiva e liberado os réus com medidas cautelares. O Ministério Público recorreu e o caso subiu para o STJ.
Em decisão monocrática, a ministra Maria Marluce Caldas deu provimento ao recurso do MP e decretou a prisão preventiva de todos. Para o STJ, estão presentes os requisitos legais como gravidade dos fatos, alta periculosidade dos acusados, risco de reiteração e possibilidade de intimidação de vítimas e testemunhas. A decisão é de cumprimento obrigatório.
Com a determinação, o juiz João Bosco Soares da Silva revogou as medidas cautelares que mantinham os PMs em liberdade e mandou expedir os mandados de prisão preventiva.
"DISPOSITIVO Ante o exposto, em cumprimento à decisão do Superior Tribunal de Justiça proferida no AREsp 3118734 (ID. 346546388), DETERMINO A EXPEDIÇÃO IMEDIATA DE MANDADOS DE PRISÃO PREVENTIVA em desfavor de JORGE RODRIGO MARTINS, WAILSON ALESANDRO MEDEIROS RAMOS, WEKCERLLEY BENEVIDES DE OLIVEIRA e LEANDRO CARDOSO, ficando, por consequência, revogadas as medidas cautelares diversas da prisão anteriormente impostas pela decisão", diz trecho da decisão.
O caso
Wekcerlley Benevides de Oliveira, Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso e Wailson Alesandro Medeiros Ramos são acusados de matar Walteir Lima Cabral e tentar executar dois adolescentes durante uma ação que eles apresentaram como tiroteio.
A investigação do Ministério Público concluiu que não houve confronto real. Peritos apontaram que a cena foi encenada pelos próprios PMs, usando armas da corporação para forjar a ocorrência.
Exames balísticos ligaram a pistola usada na ação ao assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto uma semana antes. Mensagens retiradas dos celulares dos policiais mostram conversas sobre como alinhar as versões e atrapalhar as apurações.
De acordo com o MPMT, o crime contra o advogado foi encomendado. A mandante seria Julinere e o executor, o marido dela, Cesar Jorge Sechi, produtor rural. A motivação seria uma briga por terras em Novo São Joaquim (480 km de Cuiabá).
Para executar o plano, o casal teria contratado pessoas e usado uma pistola com munição de uso restrito, obtida por meio de um esquema que envolvia policiais militares.
Renato Nery foi baleado nove vezes em plena Avenida Fernando Corrêa da Costa, em frente ao escritório onde trabalhava, no fim da manhã. Um dos disparos atingiu a cabeça. Ele chegou a passar por cirurgia, mas morreu no dia seguinte.
DA REDAÇÃO
A ordem veio do Superior Tribunal de Justiça e deve ser cumprida com urgência pela Polícia Civil e peça Polícia Militar de Mato Grosso.
Os quatro PMs do Batalhão da ROTAM respondem por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e crime hediondo em uma ação penal por um crime ocorrido em 12 de julho de 2024.
LEIA TUDO SOBRE O CASO
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, eles teriam matado Walteir Lima Cabral com tiros de arma de fogo e tentado matar P. E. S. S. e J.M.O.M.S. Os dois sobreviveram.
O MP afirma que os policiais simularam um confronto para esconder o que aconteceu e encobrir a ligação com o assassinato do advogado Renato Gomes Nery, em 5 de julho de 2024. Laudo pericial apontou que a mesma arma foi usada nos dois crimes.
A denúncia foi recebida pela Justiça em 14 de maio de 2025. Em 29 de maio, o juiz da 14ª Vara tinha revogado a prisão preventiva e liberado os réus com medidas cautelares. O Ministério Público recorreu e o caso subiu para o STJ.
Em decisão monocrática, a ministra Maria Marluce Caldas deu provimento ao recurso do MP e decretou a prisão preventiva de todos. Para o STJ, estão presentes os requisitos legais como gravidade dos fatos, alta periculosidade dos acusados, risco de reiteração e possibilidade de intimidação de vítimas e testemunhas. A decisão é de cumprimento obrigatório.
Com a determinação, o juiz João Bosco Soares da Silva revogou as medidas cautelares que mantinham os PMs em liberdade e mandou expedir os mandados de prisão preventiva.
"DISPOSITIVO Ante o exposto, em cumprimento à decisão do Superior Tribunal de Justiça proferida no AREsp 3118734 (ID. 346546388), DETERMINO A EXPEDIÇÃO IMEDIATA DE MANDADOS DE PRISÃO PREVENTIVA em desfavor de JORGE RODRIGO MARTINS, WAILSON ALESANDRO MEDEIROS RAMOS, WEKCERLLEY BENEVIDES DE OLIVEIRA e LEANDRO CARDOSO, ficando, por consequência, revogadas as medidas cautelares diversas da prisão anteriormente impostas pela decisão", diz trecho da decisão.
O caso
Wekcerlley Benevides de Oliveira, Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso e Wailson Alesandro Medeiros Ramos são acusados de matar Walteir Lima Cabral e tentar executar dois adolescentes durante uma ação que eles apresentaram como tiroteio.
A investigação do Ministério Público concluiu que não houve confronto real. Peritos apontaram que a cena foi encenada pelos próprios PMs, usando armas da corporação para forjar a ocorrência.
Exames balísticos ligaram a pistola usada na ação ao assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto uma semana antes. Mensagens retiradas dos celulares dos policiais mostram conversas sobre como alinhar as versões e atrapalhar as apurações.
De acordo com o MPMT, o crime contra o advogado foi encomendado. A mandante seria Julinere e o executor, o marido dela, Cesar Jorge Sechi, produtor rural. A motivação seria uma briga por terras em Novo São Joaquim (480 km de Cuiabá).
Para executar o plano, o casal teria contratado pessoas e usado uma pistola com munição de uso restrito, obtida por meio de um esquema que envolvia policiais militares.
Renato Nery foi baleado nove vezes em plena Avenida Fernando Corrêa da Costa, em frente ao escritório onde trabalhava, no fim da manhã. Um dos disparos atingiu a cabeça. Ele chegou a passar por cirurgia, mas morreu no dia seguinte.
AMANDA PAIM
DA REDAÇÃO
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