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STJ mantém prisão de produtor rural e militar acusados de morte de advogado

STJ mantém prisão de produtor rural e militar acusados de morte de advogado

17/06/2026

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O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do STJ, negou habeas corpus e manteve a prisão preventiva do produtor rural César Sechi, apontado como mandante da morte do advogado Renato Nery em julho de 2024.
A defesa alegava inépcia da denúncia, mas o ministro entendeu que há descrição de liderança em estrutura criminosa com núcleos de comando, intermediação e execução, incluindo policiais militares. Citou a gravidade do crime, com emboscada e arma automática, para justificar a prisão.
Na segunda-feira 15, o TJMT também manteve a prisão do sargento da Rotam, Heron Teixeira, acusado de intermediar o crime. Ele confessou e foi pronunciado a júri. O tribunal negou nulidade e destacou o uso de arma automática em via pública.
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Segundo o MP, a motivação seria disputa por 12 mil hectares de terra avaliados em R$ 40 milhões. César Sechi e a ex-companheira Julinere Bentos formariam o “núcleo de comando”.
Os policiais Jackson Barbosa e Ícaro Ferreira são apontados como intermediadores: Jackson teria contratado Heron por R$ 200 mil e repassado dados da vítima; Ícaro teria fornecido a pistola Glock adaptada para rajada. Os disparos teriam sido feitos pelo caseiro Alex Roberto.
Todos os denunciados estão presos e têm direito à presunção de inocência até o julgamento final.
O caso
Segundo a investigação, o assassinato do advogado Renato Nery foi planejado por Julinere e pelo marido dela, o produtor rural Cesar Jorge Sechi, motivado por uma disputa de terras em Novo São Joaquim (a 480 km de Cuiabá).
O casal teria contratado terceiros para executar o crime, utilizando uma pistola com munições de uso oficial, obtida por meio de um esquema criminoso que envolveria policiais militares.
Renato Nery foi atingido por nove disparos em plena luz do dia, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em frente ao escritório onde trabalhava. Um dos tiros atingiu a cabeça da vítima, que morreu no dia seguinte, após passar por cirurgia.
O Ministério Público aponta que o homicídio foi cometido por motivo torpe, ligado a vingança e interesses financeiros relacionados à disputa fundiária.
Além dos supostos mandantes, também respondem ao processo os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira, apontados como executores e intermediadores do crime.

 

 

AMANDA PAIM
DA REDAÇÃO
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