TJ suspende prisão de empresária acusada de mandar matar advogado
15/06/2026
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O desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, concedeu liminar suspendendo a ordem de prisão preventiva da empresária Elenice Ballarotti Larindo, apontada pelo Ministério Público Estadual como uma das mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, executado em dezembro de 2023, em Cuiabá.
A prisão havia sido decretada pela juíza Mônica Catarina Perri na última sexta-feira (12) ao receber a denúncia do Ministério Público e transformar Elenice e outras oito pessoas em rés na ação penal que apura o homicídio.
Ao analisar o pedido da defesa, Giraldelli destacou que a empresária permaneceu em liberdade durante toda a fase de investigação sem apresentar qualquer comportamento que justificasse a prisão preventiva. O magistrado também ressaltou a idade avançada da acusada e seus antecedentes favoráveis.
Na decisão, o desembargador afirmou que não há elementos concretos que indiquem risco à instrução processual ou à aplicação da lei penal.
"Não há qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal", registrou.
Outro ponto destacado pelo magistrado foi o fato de Elenice não ter sido indiciada pela Polícia Civil durante as investigações. Segundo Giraldelli, o relatório final do inquérito atribuiu ao marido dela, o empresário Anibal Manoel Laurindo, as movimentações que teriam culminado na execução do advogado.
Desta forma, Elenice responderá em liberdade ao processo criminal instaurado após o recebimento da denúncia pelo Judiciário.
Caso Roberto Zampieri
O advogado Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em 5 de dezembro de 2023, quando chegava ao seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O crime inicialmente foi tratado como uma execução encomendada e ganhou proporções ainda maiores após o avanço das investigações.
A Polícia Civil identificou como executor do homicídio o pedreiro Antônio Gomes da Silva. As investigações apontaram ainda a existência de uma cadeia de intermediários e supostos mandantes envolvidos na contratação do crime.
O caso teve repercussão nacional após a descoberta de mensagens, documentos e informações armazenadas no celular de Zampieri. O material revelou indícios de um suposto esquema de venda de decisões judiciais, tráfico de influência e negociações envolvendo magistrados, advogados e empresários.
As revelações levaram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a abrir investigações sobre possíveis irregularidades no Poder Judiciário de Mato Grosso e até no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo o Ministério Público, o assassinato teria sido motivado por disputas envolvendo interesses patrimoniais e conflitos relacionados a uma área rural avaliada em milhões de reais. A denúncia sustenta que Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Larindo teriam atuado como mandantes do crime, acusação negada pelas defesas.
Na última sexta-feira, a juíza Mônica Perri acatou a denúncia e transformou nove pessoas em rés pelo assassinato.
A prisão havia sido decretada pela juíza Mônica Catarina Perri na última sexta-feira (12) ao receber a denúncia do Ministério Público e transformar Elenice e outras oito pessoas em rés na ação penal que apura o homicídio.
Ao analisar o pedido da defesa, Giraldelli destacou que a empresária permaneceu em liberdade durante toda a fase de investigação sem apresentar qualquer comportamento que justificasse a prisão preventiva. O magistrado também ressaltou a idade avançada da acusada e seus antecedentes favoráveis.
Na decisão, o desembargador afirmou que não há elementos concretos que indiquem risco à instrução processual ou à aplicação da lei penal.
"Não há qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal", registrou.
Outro ponto destacado pelo magistrado foi o fato de Elenice não ter sido indiciada pela Polícia Civil durante as investigações. Segundo Giraldelli, o relatório final do inquérito atribuiu ao marido dela, o empresário Anibal Manoel Laurindo, as movimentações que teriam culminado na execução do advogado.
Desta forma, Elenice responderá em liberdade ao processo criminal instaurado após o recebimento da denúncia pelo Judiciário.
Caso Roberto Zampieri
O advogado Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em 5 de dezembro de 2023, quando chegava ao seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O crime inicialmente foi tratado como uma execução encomendada e ganhou proporções ainda maiores após o avanço das investigações.
A Polícia Civil identificou como executor do homicídio o pedreiro Antônio Gomes da Silva. As investigações apontaram ainda a existência de uma cadeia de intermediários e supostos mandantes envolvidos na contratação do crime.
O caso teve repercussão nacional após a descoberta de mensagens, documentos e informações armazenadas no celular de Zampieri. O material revelou indícios de um suposto esquema de venda de decisões judiciais, tráfico de influência e negociações envolvendo magistrados, advogados e empresários.
As revelações levaram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a abrir investigações sobre possíveis irregularidades no Poder Judiciário de Mato Grosso e até no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo o Ministério Público, o assassinato teria sido motivado por disputas envolvendo interesses patrimoniais e conflitos relacionados a uma área rural avaliada em milhões de reais. A denúncia sustenta que Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Larindo teriam atuado como mandantes do crime, acusação negada pelas defesas.
Na última sexta-feira, a juíza Mônica Perri acatou a denúncia e transformou nove pessoas em rés pelo assassinato.
GILSON NASSER
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