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Assassino diz que mulher foi morta após rejeitar sexo e queimada ainda viva em VG

Assassino diz que mulher foi morta após rejeitar sexo e queimada ainda viva em VG

10/06/2026

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Em depoimento prestado à Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Gabryel Junio de Almeida Dirceu, 20 anos, deu detalhes do quão cruel agiu para tirar a vida de Josivany Borges de Amorim Rodrigues, 45 anos. Preso nesta segunda-feira (8), ele era procurado desde o dia 1º de junho, quando a vítima foi assassinada e teve o corpo parcialmente carbonizado em um terreno baldio no bairro Centro-Sul, em Várzea Grande.
De acordo com a delegada Jéssica Assis, o assassino afirmou que na noite anterior ao crime havia se interessado pela vítima e combinado um programa sexual ao custo de dinheiro e drogas. Eles chegaram a usar entorpecentes, mas, em seguida, Josiany recusou-se a manter relação sexual com Gabryel.
Imagens recolhidas nas proximidades de onde o corpo foi encontrado mostram a vítima sendo empurrada pelo criminoso até um matagal. Isso contradiz a versão dele, de que houve relação consentida.
"A gente observa que a bolsa estava sendo carregada por ele e também no desenho que ele faz dos fatos. Ele diz que ela não queria e empurrou ela pro mato. Então, como é que ele pode alegar que houve uma relação consentida ali, se a vítima disse que não?", observou a delegada.
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Na versão de Gabryel, a vítima teria tentado atacá-lo com uma faca durante o ato sexual, o que também é contestado pelas provas da Polícia Civil.
O assassino atacou a vítima com golpes de pedra na região da cabeça. Posteriormente, incendiou o corpo, mesmo acreditando que ela ainda estava viva. "Ele disse que ela se mexia, não conseguia balbuciar, mas ela tava naquele período que a gente chama de perimorte", explicou a delegada.
Jéssica Assis afirmou que Gabryel será autuado em flagrante pelo crime de feminicídio com algumas qualificadoras. Inicialmente, a hipótese mais provável era de ocultação de cadáver. Contudo, caso seja confirmado que Josivany anda ainda estava viva, ele poderá ser qualificado pelo crime de tortura também.
"É mais um caso de completa e total objetificação do corpo da mulher. Por esse motivo, ele foi autuado no crime de feminicídio", lamentou.
PRISÃO
Gabryel foi encontrado escondido em uma região de mata no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, após cerca de uma semana de diligências ininterruptas realizadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a Polícia Civil, familiares colaboraram com os trabalhos investigativos. A avó do suspeito informou que recebeu uma ligação do neto, que teria afirmado ter feito uma “merda” e contado que estava escondido em uma área de mata.
A partir das informações reunidas ao longo da investigação, os policiais intensificaram as buscas e conseguiram localizar o suspeito na tarde de segunda-feira (8).

 

 

GILSON NASSER
GIOVANA GIRALDELLI
DA REDAÇÃO
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