Tenente-coronel da PM mata jovem que construiu réplica de aeronave da FAB; vídeo
Em depoimento, o suspeito alegou que a vítima era integrante de uma facção criminosa
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Imagens de câmera de segurança, divulgadas nesta segunda-feira (24), mostram o momento em que o policial militar Elias Ribeiro da Silva chega no bar e mata o segurança Claudemir Sá Ribeiro, de 26 anos, a tiros em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá. O suspeito foi preso.
Nas imagens é possível ver o momento exato em que o policial, que estava em uma mesa com a vítima e outras pessoas, se levanta, saca a arma e efetua um disparo à queima-roupa no peito de Claudemir. Após isso, a vítima tenta correr, mas cai logo em seguida. Outros clientes que também estavam no estabelecimento se levantam e saem correndo (assista acima).
Conforme o boletim de ocorrência, após o homicídio, o suspeito deixou o estabelecimento em uma moto, mas foi preso. As testemunhas que presenciaram o ocorrido acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima morreu ainda no local.
Em depoimento, o suspeito alegou que a vítima era integrante de uma facção criminosa e, por isso, teria o matado. No entanto, a polícia não confirmou qualquer envolvimento por parte da vítima com organizações criminosas.
Uma funcionária do bar disse à polícia que Elias havia chegado ao estabelecimento com algumas mulheres e pagado cervejas a elas. Porém, depois de um tempo essas mulheres sentaram na mesa em que a Claudemir estava com o irmão.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ronaldo Binoti Filho, a versão do suspeito é fantasiosa. Ele afirma que Elias atirou em Claudemir "simplesmente pelo fato de não ser correspondido pelas mulheres com quem esteve durante o dia".
O g1 procurou a assessoria da Polícia Militar, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Entenda o caso
Nesse domingo (23), Claudemir foi morto a tiros por Elias, que pe tenente da Polícia Militar e diretor de uma escola militar em Colniza.
Em 2019, Claudemir e o irmão, Paulo Henrique Sá Ribeiro, construíram uma réplica da aeronave Super Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB) usando motor de Fusca, madeira, zinco e metalon.
Equipes da Polícia Civil e Militar localizaram o suspeito na casa dele, onde também foi apreendida uma arma de fogo e um carregador com 15 munições. Ele foi conduzido à Delegacia de Colniza e, após ser interrogado, foi preso em flagrante por homicídio.
A réplica
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Em 2019, dois irmãos construíram uma réplica da aeronave A – 29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB) usando motor de Fusca, madeira, zinco e metalon.
Paulo Henrique Sá Ribeiro e Claudemir Sá Ribeiro gastaram cerca de R$ 10 mil com os materiais. Os dois afirmaram que nunca viajaram de avião.
Na época, Paulo Henrique contou ao g1 que ele e o irmão trabalham com serviços gerais nas fazendas da região onde moram e, desde criança, sonhavam em construir a própria aeronave.
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