Português (Brasil)

Caseiro nega ter sido contratado e diz que matou advogado após ouvir que pagariam R$ 200 mil

Caseiro nega ter sido contratado e diz que matou advogado após ouvir que pagariam R$ 200 mil

16/07/2026

Compartilhe este conteúdo:
O caseiro e montador de móveis Alex Roberto de Queiroz Silva confessou, durante depoimento no Tribunal do Júri nesta quarta-feira, que foi o responsável por executar o advogado Renato Gomes Nery, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), em julho de 2024. Em depoimento, ele afirmou que decidiu cometer o crime após ouvir o sargento da Polícia Militar, Heron Teixeira Pena Vieira, comentar que havia pessoas dispostas a pagar R$ 200 mil pela morte do advogado. Ele negou ter sido contratado para executar o crime.
 
Segundo Alex, na época enfrentava problemas financeiros, acumulava dívidas e sofria ameaças de agiotas. De acordo com o réu, a proposta surgiu durante um churrasco na companhia de Heron.
"Eu estava endividado, sofrendo pressão de agiotas. Estava em um churrasco com o Heron quando foi falado que estavam querendo matar ele", relatou.
Alex afirmou que, após ouvir a conversa, pesquisou quem era Renato Nery e, dois dias depois, decidiu executar o advogado. "Falaram que estavam querendo matar ele pelo valor de R$ 200 mil e aí eu fui lá e matei o advogado. Depois falei para ele que matei o advogado e ele falou que ia cobrar o pessoal", declarou.
O acusado disse ainda que recebeu cerca de R$ 100 mil pelo assassinato. O valor chegou a ele "de maneira picada", das mãos do sargento Heron.
O executor negou ter tratado do crime crime com os policiais militares Ícaro Nathan Santos Ferreira e Jackson Pereira Barbosa, também denunciados pelo MPMT.
Durante o interrogatório, Alex afirmou que chegou a desistir da execução na véspera do crime. "Um dia antes, eu fui lá e arrependi e fui embora. Mas aí estava sendo ameaçado e, no outro dia, fui cometer o crime".
Alex também revelou que a arma utilizada no homicídio foi alugada por R$ 1,5 mil de um integrante do Comando Vermelho. "Aluguei essa arma por R$ 1,5 mil de um vizinho, integrante do Comando Vermelho. Só sei o apelido dele, que era Rampa", colocou.
Segundo o réu, após a execução, a arma foi devolvida ao proprietário.
Moto foi escondida em chácara cedida por policial
Ainda em depoimento, Alex contou que escondeu a motocicleta utilizada no crime em uma chácara disponibilizada pelo sargento Heron Teixeira Pena Vieira. "Depois que minha mãe faleceu, eu não queria mais ficar na casa. Aí o Heron ofereceu a chácara para eu ficar", explicou.
O julgamento de Alex Roberto de Queiroz Silva prossegue no Fórum de Cuiabá.
Além dele, outras pessoas respondem ao processo pela suposta participação no homicídio, entre elas o sargento Heron Teixeira Pena Vieira, acusado pelo Ministério Público de intermediar a contratação do executor, além de empresários apontados como mandantes da execução.

 

 

GILSON NASSER
DA REDAÇÃO
Compartilhe este conteúdo:

  Seja o primeiro a comentar!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Envie seu comentário preenchendo os campos abaixo

Nome
E-mail
Localização
Comentário
 
 

 

 

COLUNAS E OPINIÃO

Blog do Samy Dana

Colunista O Repórter do Araguaia

Gerson Camarotti

Colunista O Repórter do Araguaia

 

VÍDEOS

 

Acesse nosso Canal no Youtube

NOSSOS PARCEIROS