Caseiro que executou advogado é condenado a 33 anos de prisão em regime fechado
16/07/2026
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O Tribunal do Júri condenou, na noite desta quarta-feira (15), após mais de 9 horas de julgamento, o caseiro e montador de móveis Alex Roberto de Queiroz Silva a 33 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela execução do advogado Renato Gomes Nery, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT), assassinato ocorrido em julho de 2024, em Cuiabá.
A sentença foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros, que fixou a pena em 29 anos e 4 meses de reclusão pelo homicídio qualificado, após considerar as circunstâncias judiciais, atenuar a pena em dois anos pela confissão e promover aumento em razão da idade da vítima, que tinha mais de 70 anos.
Além da condenação pelo homicídio, Alex também foi sentenciado por fraude processual, com pena de 8 meses de detenção e multa, e por organização criminosa, recebendo 4 anos e 6 meses de reclusão, além de multa.
Com a soma das condenações, a pena definitiva ficou fixada em 33 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, além de multa, e 8 meses de detenção.
Durante o julgamento, Alex confessou ser o autor dos disparos que mataram Renato Nery. Em depoimento, afirmou que decidiu cometer o crime após ouvir o sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira comentar, durante um churrasco, que havia pessoas dispostas a pagar R$ 200 mil pela morte do advogado.
Segundo o réu, ele enfrentava dificuldades financeiras e sofria ameaças de agiotas. Alex disse ter pesquisado quem era Renato Nery e, dias depois, executado o advogado. Também afirmou ter recebido cerca de R$ 100 mil, pagos de forma parcelada por Heron.
O condenado ainda relatou que alugou a arma utilizada no crime por R$ 1,5 mil de um integrante do Comando Vermelho e que escondeu a motocicleta usada na execução em uma chácara disponibilizada pelo sargento.
Além de Alex, seguem respondendo ao processo outras pessoas apontadas pelo Ministério Público de Mato Grosso como participantes do homicídio, entre elas o sargento Heron Teixeira Pena Vieira, acusado de intermediar a contratação do executor, e empresários investigados como supostos mandantes do crime.
DA REDAÇÃO
A sentença foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros, que fixou a pena em 29 anos e 4 meses de reclusão pelo homicídio qualificado, após considerar as circunstâncias judiciais, atenuar a pena em dois anos pela confissão e promover aumento em razão da idade da vítima, que tinha mais de 70 anos.
Além da condenação pelo homicídio, Alex também foi sentenciado por fraude processual, com pena de 8 meses de detenção e multa, e por organização criminosa, recebendo 4 anos e 6 meses de reclusão, além de multa.
Com a soma das condenações, a pena definitiva ficou fixada em 33 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, além de multa, e 8 meses de detenção.
Durante o julgamento, Alex confessou ser o autor dos disparos que mataram Renato Nery. Em depoimento, afirmou que decidiu cometer o crime após ouvir o sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira comentar, durante um churrasco, que havia pessoas dispostas a pagar R$ 200 mil pela morte do advogado.
Segundo o réu, ele enfrentava dificuldades financeiras e sofria ameaças de agiotas. Alex disse ter pesquisado quem era Renato Nery e, dias depois, executado o advogado. Também afirmou ter recebido cerca de R$ 100 mil, pagos de forma parcelada por Heron.
O condenado ainda relatou que alugou a arma utilizada no crime por R$ 1,5 mil de um integrante do Comando Vermelho e que escondeu a motocicleta usada na execução em uma chácara disponibilizada pelo sargento.
Além de Alex, seguem respondendo ao processo outras pessoas apontadas pelo Ministério Público de Mato Grosso como participantes do homicídio, entre elas o sargento Heron Teixeira Pena Vieira, acusado de intermediar a contratação do executor, e empresários investigados como supostos mandantes do crime.
EUZIANY TEODORO
DA REDAÇÃO
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