Da carne ao algodão: China amplia compras e segue como principal cliente do agro de MT
13/07/2026
Compartilhe este conteúdo:
A China manteve a posição de principal parceira comercial do agronegócio de Mato Grosso no primeiro semestre de 2026. Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o país asiático continuou liderando as compras de produtos estratégicos do estado, como carne bovina, soja e algodão, reforçando sua importância para o desempenho das exportações mato-grossenses.
Na carne bovina, a forte demanda chinesa foi um dos principais fatores que levaram Mato Grosso a bater recorde de exportações entre janeiro e junho. No período, o estado embarcou 511,75 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) e faturou US$ 2,41 bilhões, altas de 38,76% em volume e 63,82% em receita na comparação com o primeiro semestre de 2025.
Apesar dos números históricos, o Imea alerta que o mercado acompanha com atenção o avanço do preenchimento da cota de salvaguarda da China, mecanismo que pode reduzir o ritmo das importações chinesas no segundo semestre e influenciar o mercado da carne bovina.
Na soja, a China também permaneceu como principal destino das exportações mato-grossenses. Entre janeiro e junho, Mato Grosso embarcou 24,06 milhões de toneladas do grão, respondendo por 34,59% de toda a soja exportada pelo Brasil no período.
Embora as compras chinesas tenham recuado 4,77% em relação ao primeiro semestre de 2025, o país continuou liderando as importações da soja produzida em Mato Grosso. Ao mesmo tempo, outros mercados ampliaram as aquisições, indicando uma maior diversificação dos destinos da produção.
Já no algodão, a presença chinesa foi ainda mais expressiva. Na safra 2024/2025, a China ampliou em 53,97% as compras de algodão em pluma mato-grossense em comparação com a temporada anterior e respondeu por 19,75% das exportações do estado.
Segundo o Imea, esse crescimento refletiu a maior competitividade do algodão brasileiro em um cenário de elevada oferta para exportação. O desempenho fez com que Mato Grosso respondesse por mais da metade de todo o algodão brasileiro exportado para a China.
Outros mercados
Os boletins também mostram que o agronegócio mato-grossense vem ampliando sua presença em outros mercados. Nos derivados da soja, por exemplo, os principais compradores não foram os chineses. A Argélia liderou as importações de óleo de soja, enquanto a Indonésia foi o principal destino do farelo produzido no estado.
Para o Imea, a diversificação dos mercados fortalece as exportações mato-grossenses, mas os dados do primeiro semestre deixam claro que a China continua sendo o principal motor das vendas externas de importantes cadeias do agro estadual.
Seja na carne bovina, na soja ou no algodão, o desempenho das exportações de Mato Grosso segue diretamente influenciado pelo comportamento do mercado chinês.
DA REDAÇÃO
Na carne bovina, a forte demanda chinesa foi um dos principais fatores que levaram Mato Grosso a bater recorde de exportações entre janeiro e junho. No período, o estado embarcou 511,75 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) e faturou US$ 2,41 bilhões, altas de 38,76% em volume e 63,82% em receita na comparação com o primeiro semestre de 2025.
Apesar dos números históricos, o Imea alerta que o mercado acompanha com atenção o avanço do preenchimento da cota de salvaguarda da China, mecanismo que pode reduzir o ritmo das importações chinesas no segundo semestre e influenciar o mercado da carne bovina.
Na soja, a China também permaneceu como principal destino das exportações mato-grossenses. Entre janeiro e junho, Mato Grosso embarcou 24,06 milhões de toneladas do grão, respondendo por 34,59% de toda a soja exportada pelo Brasil no período.
Embora as compras chinesas tenham recuado 4,77% em relação ao primeiro semestre de 2025, o país continuou liderando as importações da soja produzida em Mato Grosso. Ao mesmo tempo, outros mercados ampliaram as aquisições, indicando uma maior diversificação dos destinos da produção.
Já no algodão, a presença chinesa foi ainda mais expressiva. Na safra 2024/2025, a China ampliou em 53,97% as compras de algodão em pluma mato-grossense em comparação com a temporada anterior e respondeu por 19,75% das exportações do estado.
Segundo o Imea, esse crescimento refletiu a maior competitividade do algodão brasileiro em um cenário de elevada oferta para exportação. O desempenho fez com que Mato Grosso respondesse por mais da metade de todo o algodão brasileiro exportado para a China.
Outros mercados
Os boletins também mostram que o agronegócio mato-grossense vem ampliando sua presença em outros mercados. Nos derivados da soja, por exemplo, os principais compradores não foram os chineses. A Argélia liderou as importações de óleo de soja, enquanto a Indonésia foi o principal destino do farelo produzido no estado.
Para o Imea, a diversificação dos mercados fortalece as exportações mato-grossenses, mas os dados do primeiro semestre deixam claro que a China continua sendo o principal motor das vendas externas de importantes cadeias do agro estadual.
Seja na carne bovina, na soja ou no algodão, o desempenho das exportações de Mato Grosso segue diretamente influenciado pelo comportamento do mercado chinês.
EUZIANY TEODORO
DA REDAÇÃO
Compartilhe este conteúdo:
Seja o primeiro a comentar!
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Envie seu comentário preenchendo os campos abaixo
|
Nome
|
E-mail
|
|
Localização
|
|
|
Comentário
|
|














































