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Policial civil é afastado após suspeita de torturar preso em delegacia de MT

Policial civil é afastado após suspeita de torturar preso em delegacia de MT

12/06/2026

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Um investigador da Polícia Civil, identificado como Djande dos Santos Souza, foi afastado cautelarmente das funções após se tornar alvo de uma investigação que apura a suposta prática de tortura dentro da Delegacia de Polícia de Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá). Segundo a corporação, as agressões teriam ocorrido em janeiro deste ano.
As medidas foram cumpridas nesta semana após decisão do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, que acolheu representação da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público.
De acordo com a investigação, conduzida pela Delegacia Regional de Pontes e Lacerda com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, o episódio ocorreu no dia 31 de janeiro de 2026. 
Além dos mandados de busca e apreensão na residência do servidor, a Justiça autorizou o acesso e a extração de dados de aparelhos eletrônicos apreendidos. Também determinou o recolhimento da arma de fogo institucional e o afastamento cautelar do policial por tempo indeterminado.
Em nota, a Polícia Civil informou que o investigador está proibido de frequentar qualquer unidade da instituição em Mato Grosso e de manter contato, por qualquer meio, com policiais civis ou testemunhas relacionadas ao caso. As medidas cautelares são fiscalizadas pela Delegacia Regional, Corregedoria-Geral e Ministério Público.
As investigações continuam para identificar e localizar a vítima, esclarecer todas as circunstâncias dos fatos, apurar eventual participação de outras pessoas e verificar possíveis crimes relacionados ao vazamento de informações sigilosas e à interferência nas apurações.
A Polícia Civil ressaltou que o descumprimento das medidas cautelares poderá resultar na adoção de novas providências judiciais e administrativas.
Histórico
A decisão judicial também menciona outros episódios envolvendo o servidor, entre eles um disparo acidental contra si próprio em 2017, a perda de uma arma pertencente à Polícia Civil em 2023 e o furto de uma motocicleta da instituição que estava sob sua posse em janeiro deste ano. Há ainda suspeitas de que ele teria recebido informações internas sobre procedimentos instaurados em seu desfavor.

 

 

GIOVANA GIRALDELLI
DA REDAÇÃO
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