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PGR denuncia grupo acusado de vender decisões no STJ; lobista de MT está entre denunciados e juiz é investigado em desdobramento do esquema

PGR denuncia grupo acusado de vender decisões no STJ; lobista de MT está entre denunciados e juiz é investigado em desdobramento do esquema

01/05/2026

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nove pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa voltada à venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre os denunciados está o lobista mato-grossense Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado pelas investigações como um dos principais articuladores do esquema.
A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, dentro da Operação Sisamnes, conduzida pela Polícia Federal. Segundo a investigação, o grupo atuava negociando decisões judiciais, acessando informações sigilosas e movimentando dinheiro de origem ilícita para beneficiar interessados em processos de alto valor econômico.
As apurações tiveram avanço após a análise do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá. Mensagens, documentos e registros financeiros encontrados no aparelho revelaram possíveis negociações envolvendo influência dentro do Judiciário.
Conforme a denúncia, o esquema teria funcionado entre 2019 e 2023, com divisão de tarefas entre os integrantes.
Veja os denunciados pela PGR:
  • Andreson de Oliveira Gonçalves — lobista apontado como articulador do esquema;
  • Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves — advogada e esposa de Andreson;
  • Edson de Almeida Moura — ex-chefe de gabinete ligado ao STJ;
  • Marcelo José de Araújo — servidor investigado por atuação junto ao tribunal;
  • Silvana Aparecida de Oliveira — apontada como operadora financeira;
  • Thiago Vieira de Souza — investigado por movimentações financeiras suspeitas;
  • Guilherme Pupe da Nóbrega — suspeito de intermediar contatos e negociações;
  • Eduardo Martins — advogado citado nas investigações;
  • Felipe Salomão Herkenhoff — investigado por participação nas articulações do grupo.
Segundo a PGR, a organização utilizava empresas, transferências bancárias fracionadas e movimentações financeiras consideradas atípicas para ocultar pagamentos relacionados à suposta venda de decisões judiciais e vazamento de informações privilegiadas.
A denúncia aponta crimes de:
  • organização criminosa;
  • corrupção ativa e passiva;
  • lavagem de dinheiro;
  • exploração de prestígio;
  • violação de sigilo funcional.
Apesar da denúncia atingir integrantes ligados ao suposto esquema dentro do STJ, a PGR informou que não há acusação formal contra ministros do tribunal.
Juiz de MT é investigado em desdobramentos
Embora não esteja entre os nove denunciados nesta fase da investigação, o juiz afastado Ivan Lúcio Amarante, da comarca de Vila Rica, em Mato Grosso, aparece nos desdobramentos da Operação Sisamnes.
Segundo a Polícia Federal, o magistrado é investigado por suspeita de participação em um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Relatórios da PF apontam que ele teria recebido cerca de R$ 6 milhões em vantagens indevidas.
Ivan Lúcio foi afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal. A defesa do magistrado nega irregularidades e tenta anular provas utilizadas nas investigações.
As investigações seguem em andamento e o STF deverá analisar se aceita ou não a denúncia apresentada pela PGR, o que pode transformar os investigados em réus.
 
 
Por/GN Comunicação e Notícias
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