Lobista mato-grossense e mais 8 são denunciados por esquema de venda de sentenças no STJ
28/05/2026
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O empresário e lobista mato-grossense Andreson de Oliveira Gonçalves, que cumpre prisão em Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá), foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por liderar um esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A denúncia foi apresentada nesta quarta-feira (27) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao Supremo Tribunal Federal (STF), contra nove investigados suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada à negociação de decisões judiciais. Nenhum magistrado do STJ foi denunciado.
Segundo a PGR, Andreson seria o líder do esquema, apontado como responsável pela intermediação junto aos tribunais em Brasília. Ele foi denunciado por corrupção ativa, exploração de prestígio, lavagem de capitais e organização criminosa.
LEIA TUDO SOBRE O CASO
As informações constam em reportagem publicada pela revista Veja nesta quarta-feira (27), que detalha o conteúdo da denúncia encaminhada ao STF (leia aqui).
De acordo com a investigação, o grupo atuou entre junho de 2019 e dezembro de 2023, principalmente em Brasília e Cuiabá, com divisão de funções entre captação de clientes, acesso interno a informações no STJ e movimentação financeira para ocultação de recursos.
“A organização criminosa voltada a pagamento e obtenção de vantagens pecuniárias ilícitas, em troca de interferências no resultado de decisões judiciais proferidas no bojo de processos com tramitação no Superior Tribunal de Justiça”, diz trecho da denúncia assinada por Paulo Gonet.
A apuração ganhou força após a análise do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá. Conforme a PGR, ele atuava na articulação de interesses ligados ao esquema, mas não foi denunciado devido à extinção da punibilidade pela morte.
Segundo a denúncia, o grupo negociava decisões judiciais em processos de alto valor econômico, como o litígio envolvendo a Fazenda Eldorado. A investigação aponta ainda lavagem de dinheiro por meio de empresas e operações financeiras fracionadas para dificultar rastreamento.
Confira os nove denunciados pela PGR:
• Andreson de Oliveira Gonçalves: empresário apontado como líder do esquema. Denunciado por corrupção ativa, exploração de prestígio, lavagem de capitais e organização criminosa.
• Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves: advogada e esposa de Andreson. Responde por lavagem de capitais e organização criminosa.
• Márcio José Toledo Pinto: ex-servidor do gabinete da ministra Maria Isabel Gallotti. Denunciado por corrupção passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de capitais e organização criminosa.
• Daimler Alberto de Campos: ex-chefe de gabinete no STJ. Responde por corrupção passiva, violação de sigilo funcional e organização criminosa.
• Vanessa Resende Gonçalves: esposa de Márcio José Toledo Pinto. Denunciada por lavagem de capitais e organização criminosa.
• Diego Cavalcante Gomes: apontado como operador financeiro do esquema. Responde por lavagem de capitais e organização criminosa.
• João Batista da Silva: também atuaria na movimentação financeira dos valores. Responde por lavagem de capitais e organização criminosa.
• Bernardo Mazzutti: investigado por supostamente pagar por decisões favoráveis em processos no STJ. Denunciado por corrupção ativa e lavagem de capitais.
• Carlos Antônio Nogueira Júnior: apontado como interessado em decisões judiciais negociadas no esquema. Responde por corrupção ativa e lavagem de capitais.
A denúncia detalha suspeitas de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, exploração de prestígio e organização criminosa. Entre as provas reunidas estão registros internos do STJ, quebras de sigilo bancário, metadados de arquivos e mensagens trocadas por WhatsApp.
DA REDAÇÃO
A denúncia foi apresentada nesta quarta-feira (27) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao Supremo Tribunal Federal (STF), contra nove investigados suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada à negociação de decisões judiciais. Nenhum magistrado do STJ foi denunciado.
Segundo a PGR, Andreson seria o líder do esquema, apontado como responsável pela intermediação junto aos tribunais em Brasília. Ele foi denunciado por corrupção ativa, exploração de prestígio, lavagem de capitais e organização criminosa.
LEIA TUDO SOBRE O CASO
As informações constam em reportagem publicada pela revista Veja nesta quarta-feira (27), que detalha o conteúdo da denúncia encaminhada ao STF (leia aqui).
De acordo com a investigação, o grupo atuou entre junho de 2019 e dezembro de 2023, principalmente em Brasília e Cuiabá, com divisão de funções entre captação de clientes, acesso interno a informações no STJ e movimentação financeira para ocultação de recursos.
“A organização criminosa voltada a pagamento e obtenção de vantagens pecuniárias ilícitas, em troca de interferências no resultado de decisões judiciais proferidas no bojo de processos com tramitação no Superior Tribunal de Justiça”, diz trecho da denúncia assinada por Paulo Gonet.
A apuração ganhou força após a análise do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá. Conforme a PGR, ele atuava na articulação de interesses ligados ao esquema, mas não foi denunciado devido à extinção da punibilidade pela morte.
Segundo a denúncia, o grupo negociava decisões judiciais em processos de alto valor econômico, como o litígio envolvendo a Fazenda Eldorado. A investigação aponta ainda lavagem de dinheiro por meio de empresas e operações financeiras fracionadas para dificultar rastreamento.
Confira os nove denunciados pela PGR:
• Andreson de Oliveira Gonçalves: empresário apontado como líder do esquema. Denunciado por corrupção ativa, exploração de prestígio, lavagem de capitais e organização criminosa.
• Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves: advogada e esposa de Andreson. Responde por lavagem de capitais e organização criminosa.
• Márcio José Toledo Pinto: ex-servidor do gabinete da ministra Maria Isabel Gallotti. Denunciado por corrupção passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de capitais e organização criminosa.
• Daimler Alberto de Campos: ex-chefe de gabinete no STJ. Responde por corrupção passiva, violação de sigilo funcional e organização criminosa.
• Vanessa Resende Gonçalves: esposa de Márcio José Toledo Pinto. Denunciada por lavagem de capitais e organização criminosa.
• Diego Cavalcante Gomes: apontado como operador financeiro do esquema. Responde por lavagem de capitais e organização criminosa.
• João Batista da Silva: também atuaria na movimentação financeira dos valores. Responde por lavagem de capitais e organização criminosa.
• Bernardo Mazzutti: investigado por supostamente pagar por decisões favoráveis em processos no STJ. Denunciado por corrupção ativa e lavagem de capitais.
• Carlos Antônio Nogueira Júnior: apontado como interessado em decisões judiciais negociadas no esquema. Responde por corrupção ativa e lavagem de capitais.
A denúncia detalha suspeitas de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, exploração de prestígio e organização criminosa. Entre as provas reunidas estão registros internos do STJ, quebras de sigilo bancário, metadados de arquivos e mensagens trocadas por WhatsApp.
EUZIANY TEODORO
DA REDAÇÃO
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