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Golpistas criavam falso banco digital no Google para roubar contas; líder é alvo em MT

Golpistas criavam falso banco digital no Google para roubar contas; líder é alvo em MT

20/05/2026

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta terça-feira (19), mandados contra integrantes de um grupo criminoso investigado por aplicar golpes e fraudes digitais envolvendo clientes de um banco digital. A operação interestadual mira suspeitos de invadir celulares, furtar valores por meio eletrônico e lavar dinheiro.
Ao todo, são cumpridas 29 ordens judiciais, sendo 14 mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão domiciliar e o bloqueio de mais de R$ 1,9 milhão em bens e valores dos investigados. A ação é coordenada pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), com apoio das polícias civis de Mato Grosso, Maranhão e Tocantins.
Em Mato Grosso, a operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). Os mandados têm como alvo uma mulher apontada como líder do esquema criminoso.
Durante buscas realizadas na residência da investigada, os policiais apreenderam cerca de 10 quilos de skunk, conhecido como “supermaconha”, embalados a vácuo. O marido dela foi preso em flagrante por tráfico de drogas.
Segundo as investigações, o grupo utilizava um esquema sofisticado para enganar clientes de um banco digital. Os criminosos criavam um site falso da instituição financeira e impulsionavam a página com anúncios pagos no Google, fazendo com que o link fraudulento aparecesse entre os primeiros resultados de pesquisa.
Ao acessar o endereço falso, as vítimas inseriam dados bancários e validavam um QR Code acreditando se tratar de um procedimento legítimo. Nesse momento, os criminosos capturavam as credenciais em tempo real e assumiam o controle da conta bancária, prática conhecida como “session hijack”, ou sequestro de sessão.
Com acesso às contas, os investigados realizavam transferências Pix para contas de terceiros utilizadas como “mulas financeiras”.
As apurações apontam que o grupo tinha uma estrutura organizada, com divisão de funções entre responsáveis pela criação dos sites falsos, movimentação financeira e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e uso de familiares.
Até o momento, ao menos 19 vítimas foram identificadas, principalmente em Goiás. O prejuízo inicialmente apurado é de cerca de R$ 118 mil, mas análises financeiras identificaram movimentações suspeitas superiores a R$ 4,8 milhões.
De acordo com a Polícia Civil, também foram encontrados indícios de pagamentos para anúncios no Google, hospedagem de sites fraudulentos e uso de empresas intermediadoras internacionais para manter o esquema ativo.
Segundo o delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, anúncios patrocinados em mecanismos de busca têm sido uma das principais ferramentas utilizadas por organizações criminosas especializadas em fraudes eletrônicas.
“A população deve evitar acessar instituições financeiras por links patrocinados, conferir cuidadosamente o endereço eletrônico do site e desconfiar de links enviados por SMS ou WhatsApp”, alertou o delegado.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e rastrear o fluxo financeiro da organização criminosa.

 

 

DA REDAÇÃO
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