Postura e peso: médico alerta sobre exercícios danosos à coluna
Especialista cita riscos de atividades feitas incorretas e reforça importância da orientação profissional
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Hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de exercícios físicos são frequentemente associados à melhora da qualidade de vida. No entanto, o cirurgião de coluna vertebral Carlos Augusto Marques alertou que, quando realizados de forma inadequada, os exercícios podem agravar casos de hérnia de disco.
“O problema não é o exercício em si. O problema é fazer errado, com postura inadequada e com mais peso do que a pessoa consegue suportar”, afirmou em entrevista ao MidiaNews.
A hérnia de disco é uma condição que ocorre quando o disco intervertebral, estrutura gelatinosa localizada entre as vértebras da coluna, se desloca de sua posição normal.
Segundo o médico, entre os exercícios que exigem maior cuidado na academia estão o leg press, o agachamento e o stiff, que, quando realizados de maneira incorreta, podem agravar crises de hérnia de disco.
Ele explicou que, no caso do leg press, os cuidados começam já no alongamento e devem ser mantidos durante toda a execução do exercício.
Segundo o médico, muitas pessoas acabam tirando a lombar do apoio do aparelho ou inclinando a pelve de forma inadequada durante o movimento, o que aumenta o risco de lesões. Outro ponto destacado é a sobrecarga em apenas um lado do corpo, quando o praticante utiliza mais força no membro mais resistente.
“Quando a pessoa faz um leg press ou agachamento e sente dor lombar, isso não é normal. Alguma coisa está errada na execução ou existe musculatura enfraquecida”, afirmou. O médico destacou que o quadro pode se agravar ainda mais quando pacientes em crise de hérnia de disco insistem na prática de exercícios físicos de alta intensidade.
Médico: "O problema não é o exercício em si. O problema é fazer errado"
“Para pessoas com dor, o exercício que eu vejo mais prejudicial é o leg press, principalmente o de 90 graus ou até o de 45, com bastante peso. Pessoas que já estão em crise, já têm diagnóstico de hérnia de disco e ainda não iniciaram tratamento adequado, podem estar entre os casos mais perigosos inicialmente”, alertou.
Apesar dos riscos na execução inadequada, o especialista ressaltou que pessoas com hérnia de disco não devem abandonar a atividade física, mas sim buscar orientação profissional para garantir a prática correta.
O exercício físico, segundo o médico, ajuda a manter o disco hidratado e com capacidade adequada de absorção de impacto. “Além disso, fortalece toda a musculatura da coluna, principalmente a região do core”, explicou. “Tem que aprender com o profissional de educação física, levar a sério o que foi ensinado e executar de acordo com sua tolerância, sem pressa para aumentar a carga”, declarou.
“Porque o que mais trata a dor, falando em atividade física, é o tempo. É fazer exercício com constância por pelo menos seis meses ou mais. Aí começam a vir os bons resultados”, completou.
Carlos Marques afirmou que a hérnia faz parte do processo natural de envelhecimento do disco, mas que a musculatura fortalecida, por meio das atividades físicas, ajuda a estabilizar a região e reduzir a progressão da lesão e, segundo ele, evitar problemas a longo prazo.
“A hérnia de disco, por si só, vai acontecer na maioria das pessoas. Ela faz parte do processo de envelhecimento do disco, só que ele pode ficar mais estável ou não, e é aí que a atividade física entra de forma muito importante”, afirmou.
Jovens e celulares
Um exemplo do impacto da prática de exercícios é que, segundo o médico, cada vez mais jovens apresentam problemas na coluna com o passar do tempo. Carlos ressaltou que a doença, que antes atingia pessoas entre 30 e 50 anos, também tem aparecido em jovens de 20 anos.
“A hérnia de disco lombar, muitas pessoas não sabem disso, mas é uma doença de pessoas jovens. Ela acontece entre 30 e 50 anos normalmente, mas, com esse descuido que muitas pessoas estão tendo, estou vendo cada vez mais cedo pessoas com hérnia de disco, entre 20 e 30 anos”, ressaltou.
Segundo o médico, a incidência em jovens está associada ao sedentarismo e à postura inadequada gerada pelos novos hábitos cotidianos. “Eu vejo jovens tendo problemas na coluna pelo sedentarismo, mas também pela rotina que a gente tem hoje em dia, que é uma rotina de ficar muito no celular, em má postura”, afirmou.
Ele acrescentou que a perda de peso de forma rápida também pode favorecer o aumento de problemas na coluna durante a prática de exercícios físicos.
Segundo o médico, um dos principais fatores de proteção da coluna é a musculatura estabilizadora, especialmente a chamada massa magra. Quando há emagrecimento acelerado sem orientação adequada, principalmente pelo uso de medicamentos sem acompanhamento médico, pode ocorrer redução dessa musculatura, o que compromete a sustentação da coluna vertebral e da pelve.
“Quando você perde peso muito rápido, sem constância de atividade física ou reposição nutricional adequada, a chance de perda de massa magra é muito grande. E isso favorece que a pessoa tenha mais lesões”, explicou.
Para evitar esses problemas, ele ressaltou a importância do acompanhamento médico e de profissionais especializados. “Hoje em dia, quem não se preocupa em estabilizar o seu core é aquela pessoa que vai chegar a uma idade não muito avançada e já vai ter dificuldade de levantar da própria cama, agachar para fazer coisas básicas do dia a dia, ir ao banheiro e levantar sozinho. Ou seja, vai ter problemas de locomoção muito cedo”, concluiu.
ANDRELINA BRAZ
DA REDAÇÃO
“O problema não é o exercício em si. O problema é fazer errado, com postura inadequada e com mais peso do que a pessoa consegue suportar”, afirmou em entrevista ao MidiaNews.
A hérnia de disco é uma condição que ocorre quando o disco intervertebral, estrutura gelatinosa localizada entre as vértebras da coluna, se desloca de sua posição normal.
Segundo o médico, entre os exercícios que exigem maior cuidado na academia estão o leg press, o agachamento e o stiff, que, quando realizados de maneira incorreta, podem agravar crises de hérnia de disco.
Ele explicou que, no caso do leg press, os cuidados começam já no alongamento e devem ser mantidos durante toda a execução do exercício.
Segundo o médico, muitas pessoas acabam tirando a lombar do apoio do aparelho ou inclinando a pelve de forma inadequada durante o movimento, o que aumenta o risco de lesões. Outro ponto destacado é a sobrecarga em apenas um lado do corpo, quando o praticante utiliza mais força no membro mais resistente.
“Quando a pessoa faz um leg press ou agachamento e sente dor lombar, isso não é normal. Alguma coisa está errada na execução ou existe musculatura enfraquecida”, afirmou. O médico destacou que o quadro pode se agravar ainda mais quando pacientes em crise de hérnia de disco insistem na prática de exercícios físicos de alta intensidade.
Médico: "O problema não é o exercício em si. O problema é fazer errado"
“Para pessoas com dor, o exercício que eu vejo mais prejudicial é o leg press, principalmente o de 90 graus ou até o de 45, com bastante peso. Pessoas que já estão em crise, já têm diagnóstico de hérnia de disco e ainda não iniciaram tratamento adequado, podem estar entre os casos mais perigosos inicialmente”, alertou.
Apesar dos riscos na execução inadequada, o especialista ressaltou que pessoas com hérnia de disco não devem abandonar a atividade física, mas sim buscar orientação profissional para garantir a prática correta.
O exercício físico, segundo o médico, ajuda a manter o disco hidratado e com capacidade adequada de absorção de impacto. “Além disso, fortalece toda a musculatura da coluna, principalmente a região do core”, explicou. “Tem que aprender com o profissional de educação física, levar a sério o que foi ensinado e executar de acordo com sua tolerância, sem pressa para aumentar a carga”, declarou.
“Porque o que mais trata a dor, falando em atividade física, é o tempo. É fazer exercício com constância por pelo menos seis meses ou mais. Aí começam a vir os bons resultados”, completou.
Carlos Marques afirmou que a hérnia faz parte do processo natural de envelhecimento do disco, mas que a musculatura fortalecida, por meio das atividades físicas, ajuda a estabilizar a região e reduzir a progressão da lesão e, segundo ele, evitar problemas a longo prazo.
“A hérnia de disco, por si só, vai acontecer na maioria das pessoas. Ela faz parte do processo de envelhecimento do disco, só que ele pode ficar mais estável ou não, e é aí que a atividade física entra de forma muito importante”, afirmou.
Jovens e celulares
Um exemplo do impacto da prática de exercícios é que, segundo o médico, cada vez mais jovens apresentam problemas na coluna com o passar do tempo. Carlos ressaltou que a doença, que antes atingia pessoas entre 30 e 50 anos, também tem aparecido em jovens de 20 anos.
“A hérnia de disco lombar, muitas pessoas não sabem disso, mas é uma doença de pessoas jovens. Ela acontece entre 30 e 50 anos normalmente, mas, com esse descuido que muitas pessoas estão tendo, estou vendo cada vez mais cedo pessoas com hérnia de disco, entre 20 e 30 anos”, ressaltou.
Segundo o médico, a incidência em jovens está associada ao sedentarismo e à postura inadequada gerada pelos novos hábitos cotidianos. “Eu vejo jovens tendo problemas na coluna pelo sedentarismo, mas também pela rotina que a gente tem hoje em dia, que é uma rotina de ficar muito no celular, em má postura”, afirmou.
Ele acrescentou que a perda de peso de forma rápida também pode favorecer o aumento de problemas na coluna durante a prática de exercícios físicos.
Segundo o médico, um dos principais fatores de proteção da coluna é a musculatura estabilizadora, especialmente a chamada massa magra. Quando há emagrecimento acelerado sem orientação adequada, principalmente pelo uso de medicamentos sem acompanhamento médico, pode ocorrer redução dessa musculatura, o que compromete a sustentação da coluna vertebral e da pelve.
“Quando você perde peso muito rápido, sem constância de atividade física ou reposição nutricional adequada, a chance de perda de massa magra é muito grande. E isso favorece que a pessoa tenha mais lesões”, explicou.
Para evitar esses problemas, ele ressaltou a importância do acompanhamento médico e de profissionais especializados. “Hoje em dia, quem não se preocupa em estabilizar o seu core é aquela pessoa que vai chegar a uma idade não muito avançada e já vai ter dificuldade de levantar da própria cama, agachar para fazer coisas básicas do dia a dia, ir ao banheiro e levantar sozinho. Ou seja, vai ter problemas de locomoção muito cedo”, concluiu.
ANDRELINA BRAZDA REDAÇÃO
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