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Rapaz nega ter matado irmã e tenta suicídio na delegacia em Cuiabá; vídeo

Rapaz nega ter matado irmã e tenta suicídio na delegacia em Cuiabá; vídeo

13/03/2026

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Apontado como o assassino da prórpia irmã, Estefane Pereira Soares, o ex-presidiário Marcos Pereira Soares tentou se matar na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Cuiabá. O criminoso foi detido na noite desta quarta-feira (11) após a Polícia Militar encontrar o corpo da jovem, de apenas 17 anos, em um córrego nos fundos da casa do suspeito. Além do assassinato, existe a suspeita de que o jovem tenha estuprado a irmã.

Em coletiva à imprensa, a delegada Jéssica Assis afirmou que o suspeito negou o crime. Ele ainda chorava muito, num sinal de "dissimulação".

Em um determinado momento, já detido na carceragem, ele tentou se matar enforcado com a própria camisa. "Ele tentou aqui uma auto eliminação, mas o o investigador de polícia, a consultoria policial interveio", disse o delegado Caio Albuquerque, que descreveu a situação.

"A gente já encontrou ele agonizando, já estava bastante roxo, mas conseguimos cortar a os tecidos que ele usou para tentar eliminar a própria vida", relatou.

Mãe acusa filho de estuprar e matar a própria irmã em Cuiabá; vídeo

Na saída da delegacia, Marcos Soares chorava e negava o crime. Ele também admitiu ter tentado tirar a própria vida por alegar não ter cometido o assassinato.

Veja vídeo da saída dele da delegacia:

VERSÃO INCONGRUENTE E MOTIVAÇÃO

A delegada explicou que as versões apresentadas por Marcos não coincidem com as apurações técnicas da Polícia Civil. "Há inccongruências bem grandes em tudo que ele falou e representamos pela prisão temporária para que haja a continuidade das investigações a fim de descrever toda a dinâmica dos fatos", colocou Jéssica Assis.

Ao negar os fatos, Marcos relatou aos policiais o que teria sido seu último contato com a irmã. "Teria ido procurar a irmã apenas para conversar, que no momento em que saiu da casa com ela, eles teriam só ido até a esquina, conversado rapidamente e depois ele teria seguido o próprio rumo e não sabe o que teria acontecido com ela".

A delegada contou que o suspeito não soube explicar uma das principais provas do crime, que são as roupas da vítima encontradas com ele. "Ele falou que não reconhecia aquelas vestes, que não sabe o que aconteceu e que pode ter sido uma armação apra ele", falou a delegada.

Em seguida, a delegada disse que o caso é característico de feminicídio. "A motivação é o ódio ao gênero, o desprezo ao feminino", assinalou.

 

 

GILSON NASSER
GIOVANA GIRALDELLI
DA REDAÇÃO
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