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Herdeiros do Grupo Zahran são acusados de usarem prestígios da família para aplicarem golpes milionários

Herdeiros do Grupo Zahran são acusados de usarem prestígios da família para aplicarem golpes milionários

Principal investigado, Camillo Gandi Zahran Georges é considerado foragido da Justiça

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta semana a Operação Castelo de Cartas, visando desarticular um esquema de fraudes financeiras que teria lesado empresários em diferentes estados. A ação, coordenada pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de São José do Rio Preto (SP), tem como principal alvo Camillo Gandi Zahran Georges, de 36 anos, herdeiro do tradicional Grupo Zahran, que, entre as empresas que possui está a TV Centro América (afiliada da Rede Globo em Mato Grosso).
De acordo com o site Campo Grande News, o empresário lidera um grupo especializado em atrair investidores para negócios e empresas que não existiam de fato.
Camillo Zahran não foi encontrado por policiais e é considerado foragido. Segundo a investigação, ele saiu da cidade dias antes da chegada dos policiais.
O delegado responsável pelo caso, Fernando Tedde, afirma que as provas reunidas no inquérito convenceram a Justiça da necessidade de prisão. Ele destacou que os crimes imputados ao grupo são graves e com diversas vítimas em vários estados.
Irmão de Camilo, Gabriel Gandi Zahran Georges, de 38 anos, também foi alvo da operação. Ele foi conduzido corcitivamente à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac/Cepol), onde prestou esclarecimentos por cerca de três horas. Em seguida, foi liberado.
Esquema de falsos investimentos
De acordo com as investigações, os irmãos e outros envolvidos teriam criado uma estrutura de empresas de fachada e falsos investimentos, oferecendo promessas de altos retornos financeiros. Eles estariam usando a reputação do sobrenome familiar para dar credibilidade às propostas.
Entre as ofertas de negócios fraudados, estavam projetos de exportação de ouro e outras promessas de rentabilidade que nunca se concretizaram.
Em um dos casos denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Camillo é acusado de aplicar um golpe de aproximadamente R$ 5 milhões em um casal de amigos de Campo Grande.
Durante as ações da Operação Castelo de Cartas, a polícia apreendeu um volume significativo de bens e documentos que devem reforçar as investigações. Entre os itens confiscados estão:
Mais de R$ 1,7 milhão em notas promissórias e dinheiro em espécie;
10 veículos de luxo;
Relógios de alto valor (incluindo marcas como Rolex e Cartier);
Joias, celulares e cartões bancários;
Quatro armas de fogo municiadas;
Documentos e máquinas de cartão de crédito que podem ajudar a traçar as movimentações financeiras da quadrilha.
Com informações do site Campo Grande News

 

 

DA REDAÇÃO
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