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Dinheiro desviado em esquema na Saúde era lavado com doleiros

Dinheiro desviado em esquema na Saúde era lavado com doleiros

08/05/2019

Uma conexão entre as cidades de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e Cuiabá serviria para lavar parte do dinheiro que era usado para abastecer políticos e agentes públicos em esquemas investigados pela Operação Sangria.

Segundo apurou o MidiaNews, valores oriundos de contratos entre órgão públicos (do Estado e de Cuiabá) e as empresas Proclin, Qualycare e Prox Participações eram remetidos à conta de doleiros, na cidade que faz fronteira com o Brasil, e retornavam a Cuiabá em espécie, através de voos fretados em aeronaves de pequeno porte.

Esse dinheiro teria abastecido dezenas de campanhas eleitorais, no ano passado, e eram distribuídos por agentes ligados a políticos de expressividade em Mato Grosso.

O modus operandi do grupo que operava o esquema tinha por objetivo livrar a movimentação financeira dos mecanismos de controle adotados no Brasil - como o monitoramento de transações bancárias suspeitas.

As revelações, segundo fonte, constam em delação premiada que teria sido formalizada com a Justiça pelos médicos Huark Correa, Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer, três dos acusados de esquemas na área da Saúde.

Eles estavam presos desde o final de março passado, e foram soltos na última sexta-feira (3) pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. 

Na decisão, ela substituiu a prisão por medidas cautelares, e deixou claro a colaboração dos réus - que confessaram que pagavam, mensalmente, propina a agentes públicos.

Os médicos, segundo a decisão da juíza, também admitiram fraude em pelo menos uma licitação relacionada à prestação de serviços ao Hospital São Benedito.

Sangria

A Operação Sangria apura crimes de fraudes em processos licitatórios de contratos envolvendo serviços médicos. Além da fraude, as investigações apontam para o superfaturamento e pagamento de propina para a continuidade dos contratos celebrados entre as empresas e o Poder Público.

A primeira fase foi deflagrada no dia 4 de dezembro, pela Delegacia Fazendária. Já a segunda fase foi deflagrada após os investigadores tomarem conhecimento de que os envolvidos estavam destruindo provas e coagindo testemunhas.

A investigação da operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros.

 

 

CAMILA RIBEIRO 
DA REDAÇÃO

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