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Primeira insulina inalável do Brasil é aprovada pela Anvisa: não precisa de injeção

Primeira insulina inalável do Brasil é aprovada pela Anvisa: não precisa de injeção


29/11/2019

A partir de agora, quem tem diabetes e precisa fazer uso de insulina diariamente para controlar a glicemia tem uma alternativa às injeções. Isso porque, conforme mostra uma resolução publicada no Diário Oficial da União, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso de um medicamento chamado Afrezza, tipo de insulina inalável que dispensa as agulhas.

Insulina inalável para diabetes: Anvisa libera

O diabetes mellitus é uma disfunção do pâncreas que causa uma deficiência na produção de insulina pelo organismo, hormônio que regula a entrada de glicose nas células. Sem a quantidade necessária de insulina, a glicose fica acumulada no sangue, gerando um quadro de hiperglicemia que pode ser regulado a partir de uma dose do hormônio aplicada de forma artificial.

Normalmente, essa aplicação é feita pelo próprio paciente com uma pequena seringa, respeitando as doses receitadas pelo médico. Porém, com a nova liberação da Anvisa, quem sofre com essa condição agora também pode fazer uso de um medicamento chamado Afrezza, um tipo inalável de insulina que promete mais conforto ao administrar essa medicação diária.

Afrezza

Desenvolvido a partir de uma parceria entre as empresas Biomm e MannKind, o Afrezza é usado com o auxílio de um pequeno inalador que pode ser levado para qualquer lugar e deve ser administrado no início das refeições. Ao contrário do que ocorre com a insulina aplicada com seringas, esse medicamento não precisa de refrigeração e, de acordo com os desenvolvedores, tem ação muito rápida.

Conforme explica a MannKind em um comunicado, assim que inalada, a substância se dissolve rapidamente ao chegar nos pulmões e cai na corrente sanguínea imediatamente, fazendo com que os níveis máximos de insulina sejam alcançados entre 12 e 15 minutos após a administração, voltando a declinar apenas após três horas desde o uso.

Contraindicações

A opção, porém, tem contraindicações e há casos em que ela não pode ser utilizada sozinha.

No comunicado, a empresa informa que, para pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (ou seja, quando não há qualquer produção de insulina pelo corpo), o Afrezza deve ser combinado com um hormônio de ação prolongada. Além disso, não é uma opção para fumantes.

Saber qual é a alimentação correta para diabéticos é uma questão que acomete quem convive com a doença, causada pela deficiência de insulina, hormônio que controla o açúcar nas células. Além de consumir comidas saudáveis, é preciso estar atento à quantidade e frequência das refeições, evitando itens calóricos e com altos níveis de açúcar.

O que pode comer?

Fibras solúveis e insolúveis - Alimentos que contenham fibras devem ser integrados na dieta para diabetes, já que suas propriedades, associadas ao consumo de água, ajudam a controlar as taxas de glicemia e colesterol e ainda mantêm o intestino regulado e promovem a sensação de saciedade, que afasta a fome. Uma boa opção para usufruir deste benefício é apostar em pães integrais e cereais como a aveia.

Frutas in natura - O ideal é apostar em frutas ricas em fibras, como maçã, pera, ameixa, pêssego e kiwi, já que elas facilitam a digestão de glicose e colesterol, evitando que o açúcar chegue à corrente sanguínea. A nutricionista Danielle Andrade recomenda o consumo de 3 a 5 porções pequenas por dia.

Alimentos para evitar

Suco - O processo de liquidificação das frutas faz com que muitos nutrientes sejam perdidos, incluindo as fibras. “Caso haja necessidade da preparação do suco, é preferível não coar a bebida, preservando os componentes”, indica Danielle.   

Carboidratos simples - Macarrão, massas em geral e batata são fontes de carboidrato simples e devem ser evitadas. O médico Fadlo Fraige afirma que tudo que se transforme em glicose no corpo é perigoso. Ou seja, todos os alimentos com farinha branca, açúcar ou mesmo os tubérculos, como batata e mandioca.

Recomendações de nutricionista

  • Uma recomendação importante refere-se aos pratos do almoço e jantar, que devem ser compostos por 50% de salada crua ou cozida. A outra metade deve misturar pequenas porções de carboidratos, sempre se atendo a um ou dois alimentos, legumes cozidos ou refogados e alguma proteína magra. “Frango, peixe, carne vermelha ou de porco e shimeji são ótimas opções que devem ser preparadas de maneira saudável: grelhadas, assadas ou cozidas”, explica a nutricionista.

 

  • Os lanches da tarde, da manhã e a ceia também são importantes para evitar a hipoglicemia, ou seja a falta de açúcar no sangue, que pode causar problemas como confusão mental. Mix de castanhas, iogurtes, queijos claros, aveia, pipoca de panela, entre outros, são boas opções desde que sejam consumidas sem excesso e sem adição de açúcar.

 

  • Quanto ao açúcar recomendado para diabéticos, os mais indicados são o demerara e o mascavo, já que adoçam mais e possuem menos manipulação industrial. Para quem prefere adoçantes, a melhor opção é a sucralose, substância extraída da cana que possui pouca alteração industrial e não altera a glicemia. 

 

  • Também é preciso atentar-se aos rótulos dos alimentos: “Há comidas que dizem não conter açúcar, mas quando olhamos os ingredientes vemos que isso não é verdade. É preciso tomar cuidado ao ver nomes como sacarose, maltose, glicose, maltose, lactose, frutose e amido nas informações nutricionais, pois estas substâncias são açúcares que podem propiciar o aumento da taxa de glicemia na corrente sanguínea”. O mesmo ocorre para os integrais, cujos ingredientes devem ter farinha integral como primeiro item - que indica a maior quantidade dentro da formulação -, garantindo assim sua qualidade. 

Iara Cecília Pasqua, nutricionista e coordenadora do Projeto Oficina de Culinária, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, indica uma boa opção de cardápio para quem tem diabetes:

Café da manhã

  • 1 porção de fruta
  • 1 xícara de leite desnatado com café
  • 1 fatia de pão integral
  •  1 colher de chá de geleia diet

Lanche da manhã

  • 2 castanhas-do pará (ou 1 colher de sobremesa de outra oleaginosa)

Almoço

  • 1 prato de sobremesa de salada de folhas
  • 1 colher de arroz integral
  • 1 concha pequena de feijão
  • Legumes cozidos com azeite
  • 1 bife pequeno grelhado
  • Lanche da tarde

  • 1 fatia de bolo integral diet

 Jantar

  • 1 prato de sobremesa de salada de folhas com tomate e cenoura ralada
  • 1 colher de arroz 7 grãos com lentilha
  • 1 filé de frango grelhado 

Ceia

  • 1 xícara de chá de camomila (pode ser gelado) sem açúcar
  • 2 torradas integrais com 1 colher de chá de requeijão light

FERNANDA LABATE

 

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