Português Italian English Spanish

Pai de deputado, advogado aponta que VI "serve para comprar votos" em MT

Pai de deputado, advogado aponta que VI "serve para comprar votos" em MT

07/11/2019

Durante a sessão da 1ª Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça, nessa segunda-feira (4), os advogados Naime Márcio Moraes e Lenine Póvoas se envolveram em um embate que teve como pano de fundo a Verba Indenizatória, a chamada V.I, dos vereadores de Primavera do Leste.

Póvoas apontou contradição na fala de Naime, que afirmou que a V.I. é usada pela classe política, para a compra de votos e assistencialismo. Naime é pai do deputado estadual Ulysses Moraes (DC), que se elegeu com um discurso contrário ao uso da VI, mas seu gabinete recebe mensalmente a verba no valor de R$ 65 mil.

O embate verbal entre os dois surgiu durante a análise de um agravo interposto depois de a desembargadora Maria Erotides Kneip ter mantido decisão de primeira instância, que suspendeu o pagamento da V.I, aos 15 vereadores de Primavera do Leste. A ação foi proposta pelo suplente de vereador Jacó Pedro Scheuer (PSB).

Alegando que os vereadores poderiam sofrer “danos imensuráveis”, porque usam a verba para atender às demandas da sociedade, o então presidente da Câmara Valmislei Santos (PV) recorreu da decisão para manter o pagamento de R$ 6,8 mil. Na defesa do pagamento da V.I. o advogado Lenine Póvoas usou a tribuna e destacou a importância do benefício. Para ele, se for detectada alguma irregularidade no uso da verba, que se investigue e se puna o responsável. No entanto, não é justo que todos sejam penalizados com a suspensão da verba, defendeu. 

Por sua vez, o advogado Naime Martins, que defende o suplente de vereador Jacó Scheuer, disse que a justificativa para o uso da V.I. é risível, um escárnio.  “O colega aqui [Lenine Póvoas] diz em suas palavras que é verba indenizatória, que precisam do dinheiro para o mandato. Mentira. Data venia, mentira. Na verdade o que vão fazer com o dinheiro? Comprar voto, assediar, fazer assistencialismo. Ora, no Município de Primavera para você ir aos bairros aqui e ali precisa de dinheiro? Isso é um acinte”, disse.

Como Naime disse que Lenine usou argumentos mentirosos para defender o uso da verba, ele ocupou a tribuna criticando a fala do colega:  “Muito embora eu admire e respeite muito o professor Naime, foi dito na tribuna que meus argumentos eram mentirosos. Que verba indenizatória serve para fazer assistencialismo e comprar voto. O que só não foi registrado pelo tribuna é que o filho dele é deputado estadual e também recebe verba indenizatória”, afirmou.

 Em defesa do filho deputado, Naime disse que o gabinete de Ulysses  gasta, no máximo, R$ 13 mil por mês dos R$ 65 mil que recebe. “O meu filho é deputado e tem sido um exemplo neste Estado. Dos R$ 65 mil de verba indenizatória a que tem direito, ele tem usado, modicamente, 15% deste valor. R$ 12 mil ou R$ 13 mil foi o valor máximo que, nesse período de quase um ano, ele usou. E está prestando contas. Ou seja, as notas fiscais estão lá para quem quer que seja. Ulysses Moraes está dando exemplo de deputado”, respondeu.

 

Da Redação

  Seja o primeiro a comentar!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Envie seu comentário preenchendo os campos abaixo

Nome
E-mail
Localização
Comentário

 
 

 

 

COLUNAS E OPINIÃO

Blog do Samy Dana

Colunista O Repórter do Araguaia

Gerson Camarotti

Colunista O Repórter do Araguaia

 

VÍDEOS

 

Acesse nosso Canal no Youtube

 

NOSSOS PARCEIROS