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Promotor crê em influência das escutas ilegais na eleição de Taques em 2014

Promotor crê em influência das escutas ilegais na eleição de Taques em 2014

07/11/2019

O juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Militar da Capital, deu início ao julgamento dos militares acusados de envolvimento no esquema de interceptações clandestinas no Estado.

São réus do esquema o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa; os coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, respectivamente; o coronel Januário Batista; e o cabo Gérson Correa Júnior.

Zaqueu, Lesco e Gerson confessaram participação no esquema. Ambos responsabilizaram o ex-governador Pedro Taques (PSDB) e o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, de usarem do esquema para, entre outras coisas, escutar adversários políticos.

Em 16 de julho, durante depoimento ao juiz Marcos Faleiros, Zaqueu revelou que se sentiu usado por Taques e por parte do Ministério Público Estadual (MPE), após o esquema de escutas ilegais em Mato Grosso. Disse que só aceitou fazer parte, pois tinha a intenção de "purificar" a Polícia Militar, por meio da investigação da conduta de militares.

Rodinei Crescêncio

Julgamento Militares Grampos

Sala de audiência da 11ª Vara Militar durante julgamento dos 5 militares envolvidos no esquema dos grampos; Allan Sidney fala ao juiz Marcos Faleiros

Os dois coronéis e o cabo tentaram fechar acordo de colaboração premiada (delação) com o MPE, mas tiveram os pedidos negados. O órgão alegou que eles não teriam trazido fatos novos e que as investigações teriam elementos mais que suficientes para a condenação dos militares.

De acordo com o MPE, o cabo teria sido o responsável por instalar um escritório de interceptações telefônicas ilegais na Capital, sob comando de Lesco. Já o coronel Zaqueu teria sido o responsável por indicar os telefones a serem grampeados. 

Antes do início do julgamento, Marcos Faleiros decidiu por negar o pedido de adiamento formulado pelo MPE.

O julgamento é acompanhado pelos juízes militares que compõem o conselho de sentença – coronéis da reserva remunerada Elierson Metello de Siqueira, Valdemir Benedito Barbosa, Luiz Cláudio Monteiro da Silva e Renato Antunes da Silveira Júnior. Eles terão direito a voto na decisão sobre a condenação ou não dos réus.

 

Mikhail Favalessa

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