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Secretário denuncia presidente por desvio e ameaça de morte; Edleusa nega

Secretário denuncia presidente por desvio e ameaça de morte; Edleusa nega

19/09/2019

A diretoria-geral da Polícia Civil recebeu informações sobre uma denúncia acerca de indícios de irregularidades na gestão da presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia  (Sinpol), Edileusa Mesquita. O documento foi remetido pelo Gaeco após o Ministério Público entender que não há indícios de crime organizado.

O RDNews apurou, entretanto que a denúncia foi remetida para que a Polícia Civil investigue se há irregularidades em atos praticados por Edileusa. O secretário-geral do sindicato Jamilson Adriano de Souza Moura acusa a atual presidente de ter desviado mais de R$ 1 milhão do sindicato. Segundo fontes, na manhã desta terça (18) o investigador A.B. foi ouvido como testemunha na Corregedoria.

Um boletim de ocorrência foi registrado por Jamilson em 9 de março. No documento, ele relata ter sido procurado na casa dele por A.G.S. com a alegação de que tinha uma coisa muito importante para falar com ele. 

A.G.S. teria relatado que foi procurado pela atual presidente e pelo vice-presidente do Sinpol Gláucio de Abreu Castañon para que o mesmo retornasse a trabalhar na entidade. E, na conversa, questionaram ele (A.G.S) se conhecia uma pessoa que mataria Jamilson. O investigador teria dito que não. Mas, teria presenciado a presidente e o vice conversando sobre ter que “arrumar” alguém de fora, pois não poderia ser “ninguém daqui” para fazer isso.

Conforme o BO, a vítima relata que é secretário-geral do Sinpol e que, em janeiro deste ano, pediu oficialmente, explicações, para Edileusa sobre o R$ 1,4 milhão, transferidos da conta do sindicato para conta pessoal dela e de Gláucio. Mas que, até o presente momento, ela não prestou contas ou deu explicações sobre o fato.

Um documento, que o RDNews teve acesso, foi por ele enviado, em 10 de setembro, a Clarito Nunes de Morais Junior, presidente da Comissão de Ética do Sinpol. Nele, consta que A.G.S entregou um HD com todas as transações financeiras realizadas no sindicato - veja, acima.  

Outro lado

Ao RDNews, Edileuza afirmou que as denúncias do secretário-geral do sindicato teriam cunho eleitoral, já que em 2020 serão realizadas novas eleições para a direção do Sinpol. Ela garante ainda que não houve transações bancárias entre o sindicato e o vice-presidente.

De acordo com ela, a verba do Sinpol, no período de 2015 e 2017, foi aplicada e investida em patrimônios, porém, o valor gasto também não seria de R$ 1 milhão. Conforme Edileusa, as acusações feitas por Jamilson são feitas sem que ele tenha “prova alguma”.

Reprodução

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Trecho do despacho feito pela procuradora Ana Cristina em que afirma que não há indícios de organização criminosa

“Compramos uma Amarock, um terreno no manso, construímos apartamentos no interior, em Rondonópolis e Sinop, por exemplo. Só quem tem benefícios aos patrimônios do sindicato são os sindicalizados. Eles estão usando a imprensa para poder fazer política”, dispara.

A sindicalista ressalta ainda que Gláucio encaminhou ofício ao Gaeco, se colocando à disposição para prestar qualquer esclarecimentos sobre a situação. 

No despacho, o vice-presidente alega que a denúncia tem cunho eleitoral e que visa apenas fazer um "enxovalhamento público da gestão para inviabilizar possível candidatura de reeleição da diretoria do Sinpol".

A procuradora Ana Cristina Bardusco, por sua vez, diz no documento que o PRO 5754 foi remetido à diretoria-geral da Polícia Civil para conhecimento, considerando a "inexistência de indícios de organização criminosa, aspecto que inibe a atuação do Gaeco" - veja trecho acima.

Nota

Por meio de nota, a diretoria do Sinpol afirma ainda que, antes da denúncia de Jamilson sobre desvios no sindicato, o tesoureiro começou a ser investigado em outubro de 2018 por conta de um suposto desvio de R$ 10 mil em materiais de construção, adquiridos em um estabelecimento que oferecia desconto para os investigadores.

Conforme o Sinpol, os materiais teriam sido desviados para uma associação de moradores do bairro Nova Conquista, em Cuiabá. Consta no Boletim de Ocorrência, registrado pela advogada da dona da loja de material de construções, que Jamilson teria feito um acordo e pedido para que as notas fiscais fossem emitidas no nome dele, mas o valor não teria sido pago - veja, abaixo, a íntegra da nota.

A Polícia Civil, por sua vez, em nota, "informa que recebeu apenas uma denúncia de ameaça. Foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e já encaminhado ao Juizado Especial Criminal".

 

 

Bárbara Sá e Bruna Barbosa

 

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