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Funcionários entram em greve em MT contra privatização dos Correios e cobram acordo coletivo

Funcionários entram em greve em MT contra privatização dos Correios e cobram acordo coletivo

12/09/2019

Os funcionários dos Correios entraram em greve geral por tempo indeterminado em Mato Grosso. A greve, também nacional, foi decretada na noite desta terça-feira (10) em assembleias realizadas em diferentes estados.

Em Mato Grosso, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso (Sintect-MT), Edmar dos Santos Leite, disse que os funcionários decidiram pela greve porque são contra a privatização dos Correios no país.

Além disso, os servidores cobram um acordo coletivo que está pendente com a empresa.

Em nota, a direção dos Correios informou ter participado de 10 encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, "considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões".

“Queremos retirar os Correios do programa de privatização. Isso vai prejudicar os trabalhadores e a população. Não vai ter Correios em todas as cidades. Queremos discutir a privatização, que não é a saída. Os Correios não têm mais a qualidade que tinha, mas isso foi produzido e induzido pelos últimos governos que sucateou [a estatal] para poder privatizar”, criticou o presidente em Mato Grosso.

Ainda, os funcionários cobram a assinatura de um acordo coletivo. Eles dizem que os representantes da empresa abandonaram as negociações e colocaram em risco os benefícios que os funcionários conquistaram nos últimos anos.

Atualmente Mato Grosso conta com 1,2 mil funcionários nos Correios. O sindicato diz que 30% do efetivo foi mantido na greve.

“Não temos concursos desde 2011. Não temos mais transporte aéreo de cargas, tudo chega por carretas. O Sedex, que antes chegava no dia seguinte, hoje demora entre cinco a 10 dias para ser entregue. São ações, de vários anos, que foram pensadas para piorar o serviço e causar essa impressão na população”, finalizou o presidente.

A greve teve mais adesão em Cuiabá, Cáceres, Alta Floresta, Nova Mutum, Tesouro, Luca do Rio Verde e outras cidades.

Outro lado

Em nota, os Correios declararam que 'A paralisação parcial dos empregados não afeta os serviços de atendimento da estatal'.

"A empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas".

Levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira (11) mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. Em Mato Grosso, 85,54% dos empregados estão trabalhando normalmente".

 

FONTE: G1MT

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