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Júri inocenta ex-PM acusado de matar fugitivo do Carumbé

Júri inocenta ex-PM acusado de matar fugitivo do Carumbé


27/08/2019

O ex-policial militar Antônio Bruno Ribeiro foi inocentado da acusação de assassinato contra o preso Claudio Andrade Gonçalves. O detento foi morto em 1996, depois de uma rebelião e fuga do presídio do Carumbé, em Cuiabá.

O acusado foi submetido a júri popular, na sexta-feira (23), e inocentado pelo corpo de jurados que foi convencido de que o ex-militar não participou do crime. A sessão foi presidida pela juíza Mônica Catarina Perri, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.

Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE), consta que em 10 de dezembro de 1996 houve motim e fuga de 50 presos do Carumbé. 15 deles foram recapturados logo após escaparem.

Um deles era a vítima Claudio Gonçalves, que foi colocado na viatura e, teoricamente, levado para o Pronto-Socorro de Cuiabá, pois estaria ferido.

A determinação para que o preso fosse levado para a unidade hospitalar partiu do comandante da ação tenente coronel Leovaldo Sales, hoje secretário de ordem pública de Cuiabá.

Os militares que levavam o preso e outro, na viatura disseram que eles fugiram no percurso. Relataram que passado próximo ao Córrego do Barbado, os detentos conseguiram abrir a grade e a porta traseira do veículo policial, pulando do carro em movimento.

Uma perícia apontou que seria impossível que a grade e a porta fossem abertas simultaneamente. Fator que reforçou a tese de execução levantada pelo MPE.

Além disso, uma filmagem divulgada em noticiário local, mostrou a vítima entrando na viatura, sem ferimentos. Condição que desmentiu a apresentada pelos policiais de que ele estava ferido.
Em 6 de janeiro de 1997, dois cadáveres foram achados na estrada que dá acesso ao município de Barão de Melgaço. Sem identificação os esqueletos foram enterrados no Cemitério Parque Cuiabá, como indigentes.

Durante a sessão, a promotora de Justiça Marcela Faria sustentou que os presos foram levados ao local, executados e abandonados. Um exame de DNA realizado nos ossos, comprovou que o cadáver era de Claudio.

O MPE acusa que os militares mataram os presos a mando do comandante.

Conta entre os réus Mariano Mattos do Nascimento, Ângelo Cassiano de Camargo, Douglas Moura Lopes, José Luiz Vallejo Torres, Leovaldo Salles e Antônio Bruno, inocentado.

 

 

Jessica Bachega

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