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“O nome da Polícia Militar foi jogado na lama", afirma cabo

“O nome da Polícia Militar foi jogado na lama", afirma cabo


18/07/2019

“O nome da Polícia Militar foi jogado na lama pela ação de pessoas, das quais faço parte”, declarou o cabo da Gerson Correa, ao fim de seu depoimento, nesta quarta-feira (17). A declaração em defesa da PM rebate o promotor de Justiça, Vinicius Gahyva, que o repreendeu por incriminar membros do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

As 6 horas de interrogatório foram marcadas por troca de ironias entre o promotor e o policial militar que, no fim, desistiu de responder aos questionamentos da acusação.

O promotor ressaltou ao réu que a credibilidade não pode ser colocada em dúvida para que o cabo tenha a pena atenuada. “O Gaeco é um órgão importante para a sociedade e não pode ser descredenciado por um interesse individual”, afirmou.

O militar confessou sua participação do esquema de grampos ilegais no âmbito da Polícia Militar e ressaltou que a prática é comum e vem de longa data entre os promotores do Gaeco.

Tais fatos revelados pelo réu estão sendo alvos de investigação interna pelo MPE, medida que é de suma importância, como destacou Gahyva.

Visivelmente incomodado com a declaração do promotor, o militar, que não estava respondendo a perguntas, saiu em defesa da PM. Ressaltou que ela é a única instituição presente nos 4 cantos do Estado e que passou por anos turbulentos desde a descobertas as escutas clandestinas.

“A instituição é maior que as pessoas. Tenho certeza que o Gaeco é maior que os promotores X, Y ou W. O nome da instituição (PM) foi jogada na lama, por causa da ação de pessoas, das quais eu faço parte”, declarou, em momento de trégua com o MPE.

Policial que atuou no Gaeco há 14 anos, o cabo ressaltou que deve muita satisfação à instituição pela conduta ilícita que adotou, enquanto operou as escutas.

“Nenhuma instituição sofreu o que a Polícia Militar sofreu. Não vamos jogar no nome dessas instituições na lama. Faço as palavras do senhor as minhas, para a Polícia Militar. Vamos respeitar as intituições. O Gaeco vai continuar existindo, assim como a Polícia Militar. Foram dois anos de turbulência. Estou passando maus bocados, mas saiba de uma coisa, a minha instituição também sofreu tudo isso”, finalizou.

Grampolândia
As escutas tiveram início em agosto de 2014, e atingiram diversas personalidades do Estado. Em depoimento na terça-feira (16) e nesta quarta (17), os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e o cabo Gerson Correa confirmaram que praticaram as interceptações ilegais e que a iniciativa partiu do ex-governador Pedro Taques (PSDB), com plano orquestrado pelo primo e Paulo Taques.

O interesse era grampear inimigos políticos e pessoas ligadas a eles durante a campanha de 2014, na qual Pedro Taques foi eleito governador.

As escutas se estenderam até outubro de 2015 e atendia interesses políticos da dupla Taques.

 

Jessica Bachega

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