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Diálogo mostra ameaça de empresário a Taques e aliados: vou f* todo mundo - leia

Diálogo mostra ameaça de empresário a Taques e aliados: vou f* todo mundo - leia


Prints de uma conversa supostamente mantida entre o empresário Alan Malouf e o ex-promotor de Justiça Fabio Galindo mostram que o sócio do Buffet Leila Malouf teria ameaçado prejudicar aliados do então governador Pedro Taques (PSDB), após não obter ajuda dos mesmos em relação às acusações feitas pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Os prints não mostram a data em que foram registrados. A imagem do contato é de uma mulher que seria a esposa de Alan, Silvia Mônica das Neves Silva. Os questionamentos à delação de Malouf ainda não foram feitos formalmente à Justiça e o documento foi registrado no 19º Tabelionato de Notas de São Paulo em 31 de outubro de 2018 pelo ex-secretário de Estado Paulo Brustolin. Os documentos vieram à tona nesta semana.

“Meu amigo. Por favor. Eu preciso da sua ajuda. Vou pedir pela última vez. Por favor, me ajuda. O clima está muito pesado aqui. Você sabe o que estou passando”, teria dito Alan.

Galindo responde dizendo que entende a dificuldade, mas que gostaria de “ficar longe disso”.

“Cara. Estou desesperado. Tenho família. Estou com medo de ser preso. Você pode me ajudar a segurar isso. Voce conhece todo mundo no Gaeco, você é amigo da Selma (juíza aposentada), você é respeitado”, teria insistido o empresário.

Malouf foi preso em 14 de dezembro de 2016 durante a 3ª fase da Operação Rêmora, que investigou desvios ocorridos na secretaria de Estado de Educação (Seduc). Ele foi solto 10 dias depois durante o plantão do Judiciário.

Na época, o empresário tentou fechar acordo de colaboração premiada com o MPE. Os promotores, porém, afirmaram que as citações de Malouf ao ex-governador Pedro Taques deveriam ser remetidas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo foro privilegiado do cargo, e que um único anexo da delação poderia ser investigado em Mato Grosso. O MPE ainda se posicionou à época afirmando que Malouf teria reservas mentais e estaria tentando guiar as investigações em causa própria.

Dayanne Dallicani/Montagem

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Acima, leia a sequência de conversas que teria sido mantida entre Allan Malouf, que se tornou delator da operação Rêmora, e o ex-secretário Fábio Galindo

Em outubro de 2017, o empresário foi condenado a 11 anos de prisão pela então juíza Selma Arruda, responsável pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Para Selma e os promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Malouf seria um dos líderes do esquema na Seduc.

"Alan, já te falei mil vezes, você não quer me escutar. Não existe isso de matar investigação no peito. Esquece isso. Quem te fala isso tá vendendo sonho. Esse caso já é consolidado, já tem gente presa, está em ebulição. Isso não para. Não existe amizade que segure isso", teria dito Galindo.

"Olha, vou ser bem sincero com você. Vou fuder todo mundo. Todo mundo. Inclusive você", disse Malouf na resposta.

O ex-promotor de Justiça reagiu: "Inclusive eu???? Você tá louco? Você sabe que nunca fiz nada de errado. A perseguição que sofro é por ter feito a coisa certa e denunciado aqueles grampos. E esse calvário só vai acabar daqui 2 anos, quando esses caras desapearem do poder".

Em sua delação premiada fechada com o Ministério Público Federal (MPF), Malouf afirmou que Galindo teria pedido R$ 3 milhões para blindá-lo das investigações conduzidas pelo Gaeco. Ele também acusou Paulo Brustolin de receber R$ 80 mil "por fora" para atuar como secretário do governo Taques. Os dois aliados do tucano negam as acusações.

Outro lado

Em nota, a defesa de Malouf, representado pelo advogado Huendel Rolim, afirmou que não reconhece a conversa, "sequer sabendo de onde a mesma apareceu, causando estranheza à defesa". Nenhum print de conversas mantidas com Fabio foi juntado ao acordo de colaboração premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), destacou o advogado.

"Reitera, por fim, que possuía um relacionamento de muita proximidade com Sr. Fábio Galindo, conforme já relatado perante a PGR e que continua prestando os devidos esclarecimentos as autoridades constituídas, sobre todos os termos e pontos de seu acordo de colaboração premiada, já homologado pelo Supremo Tribunal Federal", diz a nota.

Confira, abaixo, nota da defesa do empresário

Acerca dos questionamentos sobre o print de uma suposta conversa de whattsapp entregue pelo sr. Fábio Galindo, a defesa de Alan Malouf esclarece que:

  • 1. Não reconhece a presente conversa, sequer sabendo donde a mesma “apareceu”, causando estranheza a defesa.
  • 2. Alan, esclarece que não juntou em acordo de Colaboração Premiada nenhum print de conversas realizadas com o Sr. Fábio Galindo e desconhece que essas “conversas” façam parte de algum procedimento criminal.
  • 3. Reitera, por fim, que possuía um relacionamento de muita proximidade com Sr. Fábio Galindo, conforme já relatado perante a PGR e que continua prestando os devidos esclarecimentos as autoridades constituídas, sobre todos os termos e pontos de seu acordo de colaboração premiada, já homologado pelo Supremo Tribunal Federal.

 

 

Mikhail Favalessa

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