Português Italian English Spanish

Pelo Whats, Alan ameaça então promotor: "Vou f...todo mundo"; veja

Pelo Whats, Alan ameaça então promotor: "Vou f...todo mundo"; veja

Data de Publicação: 27 de maio de 2019 00:00:00

Trechos de uma conversa mantida pelo WhatsApp revela uma ameaça do empresário Alan Malouf ao então promotor de Justiça Fábio Galindo, ex-secretário de Segurança Pública na gestão de Pedro Taques (PSDB).

O diálogo foi mantido entre o final de novembro e o início de dezembro de 2016, pouco antes do empresário ser preso, acusado de participação de fraudes na Seduc.

Alan Malouf, que já foi condenado a 11 anos de prisão, foi entregue pelo empresário Giovani Guizard, que fez delação e disse que o empresário ficava com 25% da propina que era desviada em contratos entre empreiteiras e a Seduc.

Na conversa por Whats, Malouf mostra preocupação, e diz que está com medo de ser preso. Ele pede a ajuda ao então promotor, que se desligaria do Ministério Público, e passaria a advogar.

"Meu amigo. Por favor. Eu preciso da sua ajuda. Vou te pedir pela última vez. Por favor, me ajuda. O clima está muito pesado aqui. Você sabe o que estou passando", afirmou Malouf (veja íntegra da conversa abaixo).

“Eu imagino que não seja fácil. Pra mim tudo isso foi e continua sendo uma grande surpresa. Mas já te falei, quero ficar longe disso”, respondeu Galindo, que comandou a Segurança Pública do Estado entre  dezembro de 2015 e março de 2016.

Em seguida, Malouf continua: “Cara, estou desesperado. Tenho família. Estou com medo de ser preso. Você pode me ajudar a segurar isso. Você conhece todo mundo no Gaeco, você é amigo da Selma, você é respeitado”.

Galindo responde: “Alan, já te falei mil vezes, você não quer me escutar. Não existe isso de matar a investigação no peito. Esquece isso. Quem te fala isso tá vendendo sonho. Esse caso já é consolidado, já tem gente presa, está em ebulição. Isso não para. Não existe amizade que segure isso. Seu único caminho é correr, se antecipar, comparecer e apresentar suas provas".

“Mas você tem influência lá. Pode fazer força do lado de cá para aceitarem. Você pode me ajudar. Você sabe disso”, continuou Malouf.

“Se eu falar vai é te prejudicar. Isso não funciona. Se antecipe, é o melhor que você faz", disse Galindo.

“O projeto do compliance lá nçao deu certo mas Brustolin me falou que você vai mesmo exonerar [do Ministério Público]. Você não vai advogar? Você me falou dessa idéia em Brasília. Aí você pode me ajudar", disse Alan.

“Vou me exonerar. Estou decidido.  Mas ainda não sei se vou estudar fora um tempo e depois atuar em São Paulo. Mato Grosso está um campo minado. Contrariei muitos interesses aí. Preciso ir  para outro lugar. Recomeçar", respondeu Galindo.

"Vou fuder todo mundo"

“Fábio, você era meu amigo. Estavamos juntos, vocês viviam em casa, tomava vinho, todo mundo junto. Agora que estou na merda estou sozinho. Você não sabe o inferno que virou minha vida”, reclamou Alan.

Galindo respone: “Imagino que não seja fácil. Como amigo você tem minha solidariedade. Mas com todo o respeito, nunca imaginei que você fosse se meter em uma confusão dessas, com corrupção, Seduc, sacanagem. Seu discurso sempre foi “do bem de Mato Grosso”. Agora não venha cobrar lealdade em coisa errada que você fez. Separe as coisas. Vá cobrar lealdade dos seus comparsas, não de mim”.

Nesse trecho da conversa, o empresário ameaça: “Olha, vou ser bem sincero com você. Vou fuder todo mundo. Todo mundo. Inclusive você”.

“Inclusive eu? Você tá louco? Você sabe que nunca fiz nada de errado. A perseguição que sofro é por ter feito  coisa certa e denunciado aqueles grampos. E esse calvário só vai acabar daqui 2 anos, quando esses caras desapearem do poder”, responde Galindo.

Então, Malouf emenda: “O HR já me falou... Mais vale a versão do que os fatos... Vou ferrar todo mundo e vocês que se virem... Até tudo se resolver vocês vão passar pelo que estou passando.

“Quem é HR”, questiona Galindo. E Malouf responde: "Huendel Rolim".

Delação em xeque

O diálogo pelo WhatsApp vai contra a acusação que Alan Malouf fez contra Galindo em sua delação, homologada pelo STF.

O delator diz que o ex-secretário queria R$ 3 milhões para montar uma espécie de blindagem junto ao Ministério Público Estadual (MPE) e o Judiciário. 

Segundo Malouf, Galindo teria dito que erá próxio do promotor de Justiça Marco Aurélio de Castro, então coordenador do Gaeco, e da então juíza Selma Arruda, hoje senadora. 

Nesta semana, a imprensa teve acesso a um documento, registrado em cartório pelo ex-secretário de Estado de Fazenda, Paulo Brustolin, afirmando que Alan Malouf deu declarações falsas em sua delação ao Ministério Público Federal (MPF).

Confira a conversa:

                                                         

  

 

DOUGLAS TRIELLI 
DA REDAÇÃO

Banner Superior Esquerda

Banner Central Esquerda

Banner Inferior Esquerda

 

 
 

 

 

COLUNAS E OPINIÃO

Blog do Samy Dana

Colunista O Repórter do Araguaia

Gerson Camarotti

Colunista O Repórter do Araguaia

 

VÍDEOS

 

Acesse nosso Canal no Youtube

 

NOSSOS PARCEIROS