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“É factoide, não há cortes; é natural que bando de velhaco reaja”

“É factoide, não há cortes; é natural que bando de velhaco reaja”

Data de Publicação: 16 de maio de 2019

O vice-líder do Governo Bolsonaro, deputado federal José Medeiros (Podemos), afirmou que os protestos pelo País em defesa de recursos para Educação estão baseados em factoides criados pela esquerda.

O protesto reuniu em Cuiabá pelo menos 5 mil estudantes das redes municipal, estadual e federal, segundo a Polícia Militar e o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT).

Em conversa com o MidiaNews, nesta quarta-feira (15), o parlamentar disse que Bolsonaro “contingenciou” valores por não ter recursos em caixa.

“Eu enxergo que no Governo Dilma teve corte no orçamento da Educação, já nos governos Lula e Fernando Henrique tiveram contingenciamentos. Fazemos contingenciamento direto na nossa casa quando falta dinheiro. Acontece. Mas é natural que esse bando de velhaco reaja. As universidades estão aparelhadas”, afirmou.

“Então, estão criando um factoide, porque não foi cortado absolutamente nada. O que foi dito é que não vamos gastar o que estava previsto, porque não tem dinheiro. Mas esse povo nasceu no País fazendo essas movimentações. Pegam um negócio, mentem e vão para as ruas. Os alunos achando que estão sendo prejudicados, acompanham, servindo de massa de manobra”, disse.

O deputado afirmou que Bolsonaro decidiu contingenciar para não cometer as chamadas pedaladas fiscais. E lembrou que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi cassada por conta do expediente.

“Estamos fazendo isso para não ter que dar pedaladas. Eles, na demagogia, fizeram e a Dilma foi cassada. Nós temos uma lei que diz que só se pode gastar se tiver dinheiro. O Governo está fazendo isso. Está vendo que não vai ter, porque houve queda na arrecadação. E, aí, querem que tire dinheiro de onde? Essa é a grande discussão”, afirmou.

Por fim, disse que Bolsonaro não deve mudar de posição sobre o assunto por conta da repercussão dos protestos. Em Mato Grosso, houve retenção de R$ 31,8 milhões do orçamento do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Já a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) perdeu R$ 34 milhões.

“Não vai mudar porque não tem dinheiro. Ninguém amanhece e diz que quer prejudicar a educação brasileira. Governo nenhum. Quem está no governo não pode ficar nervoso com esses protestos. Faz parte. E quem está na oposição vai fazer isso. Oposição grita e quem está no governo aguenta e tenta resolver o problema”, completou.

Decreto

No dia 29 de março, o Governo Federal publicou, em edição extraordinária do Diário Oficial da União, o decreto de programação orçamentária, em que o bloqueio de mais de R$ 29 bilhões em gastos no Orçamento 2019 foi detalhado. 

A área mais atingida foi a Educação (R$ 5,83 bilhões), seguida da Defesa (R$ 5,1 bilhões).

Em termos percentuais, o maior bloqueio aconteceu no Ministério de Minas e Energia (79,5% do total), seguido pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (41,97%), Infraestrutura (39,46%), Defesa (38,61%), Turismo (37,12%), Desenvolvimento Regional (32,37%).

Os menores contingenciamentos foram nas áreas de Saúde (2,98%), na Controladoria-Geral da União (13,63%) e no Ministério das Relações Exteriores (19,97%).

As emendas parlamentares (recursos que deputados e senadores destinam para investimento em estados e municípios) sofreram bloqueio de R$ 2,95 bilhões.

 

 

DOUGLAS TRIELLI 
DA REDAÇÃO

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