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Aprosoja cobra governador a retirada da taxação do milho

Aprosoja cobra governador a retirada da taxação do milho

Data de Publicação: 16 de maio de 2019

Os produtores rurais, que se reúnem no movimento Mato Grosso Forte, cobram do governador Mauro Mendes (DEM), na tarde de quarta-feira (15) o fim da taxação do milho, que foi inserido no pacote que alterou o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). O grupo também cobra que o Fethab commodity seja totalmente destinado para transporte e habitação, sem que haja uso de recursos para a saúde.

As alterações no Fethab, ainda em janeiro, trouxe problemas do governo junto ao agronegócio, porém Mauro Mendes se manteve firme e a Assembleia Legislativa aprovou o projeto, que não só aumenta o percentual pago como incluiu o milho na taxação.

No documento entregue pelo movimento ao governo estão a reivindicação de que as medidas de redução de gastos do Estado sejam apresentadas, assim como a desburocratização dos processos do setor produtivo na Secretaria de Estado de Fazenda, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

Um dos pontos polêmicos da pauta é a solicitação de que o governo recuse participar de “projetos que envolvam Organizações Não Governamentais diretamente ligadas a ações que limitem direitos dos cidadãos mato-grossenses”, o que na prática é apenas para projetos que falem sobre meio ambiente e produção, como o Manifesto do Cerrado e a Moratória da Soja, que são citadas no documento.

Segundo o movimento, um estudo realizado com um produtor, “chegou à conclusão de que a tributação reduz quase 34% da rentabilidade do produtor de soja e milho, sendo esse impacto integralmente absorvido pela cultura da soja já que o milho amarga um prejuízo de R$ 319,15 por hectare (Imea – maio/19)”.

O movimento ainda afirma que “pode parecer conveniente ao cidadão quando o Governo afirma que vai sobretaxar um setor para resolver problemas sociais crônicos”, mas que essa análise é “uma resposta superficial para um problema complexo” e que “os desafios enfrentados pela saúde pública no Estado em nada tem haver com a falta de recursos”.

 

 

Thalyta Amaral

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