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Policiais citam visível embriaguez de motorista que atropelou 3 na Valley

Policiais citam visível embriaguez de motorista que atropelou 3 na Valley


01/06/2022

Policiais que atenderam a ocorrência de atropelamento de Hya Giroto, Ramon Alcides Viveiros e Mylena Lacerda Leôncio, em frente à boate Valley Club, em Cuiabá, relembram o visível estado de embriaguez da bióloga Rafaela Screnci, que dirigia o veículo que atingiu as vítimas. O acidente ocorreu no dia 23 de dezembro de 2018.

Os depoimentos ocorreram na tarde de terça (31) em audiência de instrução conduzida pelo juiz Flávio Miraglia. As oitivas foram acompanhadas pela defesa da acusada, familiares das vítimas, promotores do Ministério Público de Mato Grosso.

Conforme o policial Fernandes Lopes, quando a Polícia Militar foi acionada, encontraram a motorista bem abaixo do local do acidente. Ela já estava próxima de um cartório, na esquina da praça Clovis Cardoso, na avenida Isaac Póvoas.

Segundo recorda, ela provavelmente só parou o veículo porque bateu em outro carro. “Pelo o que me recordo da situação ela ficou bastante calada. Pela compreensão da situação, a princípio, ela não conseguiu evadir do local porque tinha colidido com outro veículo, o carro parece que estava batido em outro veículo”, relembra.

O policial recorda que Rafaela já estava fora do veículo e com sinais característicos de embriaguez, como olhos vermelhos, hálito e odor etílico, além de não ter mais equilíbrio.

Na época, ele não lembra se já havia aparelho de bafômetro para realizar o teste. “A princípio não tinha feito o bafômetro. Não me recordo se já havia o aparelho de etilômetro, porém ela estava com hálito muito forte de álcool, com olhos muito vermelhos e estava sem condições de locomoção. Pra andar principalmente, muito menos pra dirigir”, avalia.

Ainda de acordo com o policial, as pessoas estavam muito revoltadas e agitadas, principalmente porque a bióloga atropelou as vítimas e saiu com o veículo. Os militares tiveram que colocá-la na viatura.

“Quando a gente chegou tomamos ciência do fato. As vítimas estavam sendo socorridas pelo Samu. Realmente as pessoas estavam tentando de certa forma fazer algum tipo de justiça, porque estavam revoltadas. A princípio fizemos o auxílio, pra ela ficar em local seguro, pela integridade dela”.

O atropelamento

No dia 23 de dezembro, Myllena Inocêncio, 22, Ramon Alcides, 25, e Hya saíam da boate Valley quando foram atropelados pela professora Rafaela.    

Myllena morreu na hora e os outros dois ficaram em estado gravíssimo. Eles foram socorridos pela equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados para o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. Ramon morreu 5 dias após o acidente, com traumatismo craniano.   

Depois de atropelar os jovens, Rafaela se negou a fazer o teste do bafômetro e foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames clínicos e, em seguida, conduzida para Central de Flagrantes para medidas criminais e administrativas.      

A suspeita ganhou liberdade ema 24 de dezembro, após passar por audiência de custódia. Conforme decisão do juiz Jeverson Quinteiro, Rafaela pagou a fiança estabelecida. Como medida cautelar, ela teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida, deve comparecer mensalmente em juízo e se recolher rotineiramente nos períodos noturnos e aos finais de semana.

 

 

Vitória Lopes

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