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PF esclarece investigação que apura denúncias de estupro e morte de indígenas

PF esclarece investigação que apura denúncias de estupro e morte de indígenas


09/05/2022

A Polícia Federal realizou na manhã desta sexta-feira (6/5), na capital roraimense, coletiva de imprensa para prestar esclarecimentos acerca das investigações relacionadas a denúncia de crimes de estupro e homicídio contra indígenas da comunidade Arakaça, naquele estado.

De acordo com a denúncia, uma criança de 12 anos teria sido estuprada e morta, uma outra criança teria sido afogada e uma mulher, mãe da criança afogada, também teria sido vítima de violência sexual.

Durante a coletiva, o delegado que preside o inquérito policial que investiga essas informações explicou que estas se originaram de um vídeo institucional de uma ONG. Este foi assistido por um indígena que repassou as informações a outro. Este segundo indígena inferiu, a partir dos elementos que tinha, que membros de sua comunidade teriam sido vítimas da violência apresentada no vídeo. Tal fato o teria levado a entrar em contato com a liderança indígena responsável pela formalização da denúncia.

A PF reforça que, mesmo restando comprovado que a natureza da denúncia não condiz com os fatos concretos e reais, as investigações ainda se encontram em andamento, e as diligências da área Ianomâmi foram realizadas com a mesma presteza e responsabilidade com que são apuradas quaisquer denúncias encaminhadas à corporação.

Em relação a eventual desaparecimento de indígenas que residiram na tribo, a investigação apontou que, ao menos, nove Ianomâmis moram no local, sendo que seis foram contatados presencialmente no primeiro dia das diligências no local e outros três – uma mulher e dois netos – estão em Boa Vista para tratamento de saúde da mulher.

Por fim, outros indígenas que residiam no local teriam se mudado para outra comunidade, conforme relatado pela própria liderança indígena que encaminhou a denúncia dos crimes.

Todos os indígenas residentes na comunidade Arakaça foram entrevistados no primeiro dia da ação policial, ocasião em que a Polícia Federal destruiu infraestrutura de suporte ao garimpo ilegal na região, com a queima de mais de 17 mil litros de combustível, barracos e outros bens.

A aldeia foi visitada no segundo dia de ação e se encontrava na mesma condição em que fora vista em sobrevoo no dia anterior, não estando em chamas. Participaram da ação policias federais, representantes do Ministério Público Federal, Funai, Sesai, militares e a liderança indígena denunciante.

A Polícia Federal destaca que as investigações ainda não foram concluídas e que tais esclarecimentos são feitos em caráter excepcional e atenção ao interesse que o tema despertou perante a sociedade.

 

 

PF

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