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Marqueteiros citam importância e riscos da internet nas eleições

Marqueteiros citam importância e riscos da internet nas eleições


Profissionais destacam necessidade de uso de linguagem apropriada nas mídias digitais

A campanha eleitoral se inicia oficialmente no rádio e na TV a partir de agosto deste ano, mas alguns políticos mais engajados nas redes sociais já usam o meio digital como forma de “largar na frente” na disputa eleitoral deste ano.

Marqueteiros conhecidos pela atuação em Mato Grosso dividem opiniões sobre o peso que essa ferramenta terá nas eleições deste ano.

Para o jornalista Humberto Frederico, por exemplo, a mídia digital, se bem conduzida, torna mais importante do que rádio e TV.

“A internet está aí, já pronta para ser trabalhada todos os dias, sete vezes por semana, 24 horas por dia, e ainda com a vantagem de ter interação com todos os eleitores que gostarem do conteúdo”, disse Frederico.

De outro lado, o também jornalista Kleber Lima defende que a internet é uma ferramenta poderosa, mas igualmente perigosa.

“Você precisa saber se colocar nas redes sociais. E ela ainda tem um papel duplo, porque serve para construir, mas serve para destruir. E em muitos casos, é mais fácil ela ser usada para destruir do que para construir”, afirmou.

Linguagem própria

Segundo Humberto Frederico, o grande erro dos políticos é fazer um conteúdo único para ser distribuído para todos os públicos, não respeitando a linguagem que cada meio exige.

“É importante ter um bom programa de TV, mas a mídia digital ajuda a engajar pessoas, pois é entregue para cada eleitor um conteúdo adequado de acordo com a segmentação do público. E isso só é possível através da internet”, explicou.

Lima destacou que a familiaridade do candidato com a ferramenta também é essencial. Ele pontuou que o país tem políticos eleitos hoje que não possuem contas nas redes sociais porque o seu público-alvo não está ali, enquanto outros foram vitoriosos nas urnas pelo trabalho que desenvolvem nas mídias digitais.

“Não adianta você pegar uma pessoa que não tem nenhuma afinidade com aquele meio para tentar estourar ali”, disse.

“O ambiente digital é uma realidade virtual, então já caminha paralelo com a vida em todos os sentidos, não apenas na política.

Se a pessoa que chega de última hora para se apresentar nas redes sociais sem ter nenhum tipo de intimidade, afinidade, referência nela, a chance dele obter sucesso é muito pequena”, acrescentou.

Lima destacou que aqueles que foram eleitos exclusivamente pelo sucesso no ambiente virtual vão passar por testes severos este ano.

Humberto Frederico

O jornalista Humberto Frederico, que vê mídia digital como ferramenta coringa nas eleições

“A gente precisa ver como vai ser o desempenho deles agora, porque eles conseguiram o mandato e agora serão avaliados pelo que eles fizeram, e não só pelo que apresentaram nas redes sociais”, disse.

“Mas acredito que é uma ferramenta poderosa, sem dúvida, e os principais candidatos já aprenderam a lidar com isso”, ponderou.

Ele acredita que o aparecimento de “surpresas” nessas eleições – principalmente “surfando” em alguma onda na internet – estará restrito às eleições proporcionais, ou seja, para deputados estaduais e federais.

“Eu acho que nas eleições majoritárias não tem muito ambiente para surpresa, tanto no Brasil quanto em Mato Grosso”, disse.

Conteúdo é essencial

Apesar de entusiasta do uso da mídia digital, Frederico disse que mesmo na internet, a comunicação precisa “entender o candidato, seus pontos fortes e fracos, e adequar os formatos de cada plataforma e conteúdos para os usuários”.

Lima, por sua vez, ressaltou que no final, o resultado não depende só das ferramentas utilizadas pelos políticos, mas do conteúdo que cada candidato tem para apresentar.

“O essencial do marketing político-eleitoral continua sendo o que sempre foi: o posicionamento, você ter condições de se conectar com o eleitor através da produção de conteúdo. Você tem que ter algo pra oferecer para as pessoas e aí escolhe o meio que vai usar para ativar esses públicos”, explicou.

“Se você for para um público com a linguagem errada, com a mensagem errada, você não vai obter sucesso, independente do meio que você utilizar. E na internet isso é mais perigoso, porque a resposta é instantânea. Se errar aí, a chance de se inviabilizar é muito grande”, concluiu.

 

 

LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO

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