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Mãe de Isabele desabafa e questiona laudo que orienta soltura de atiradora

Mãe de Isabele desabafa e questiona laudo que orienta soltura de atiradora


Empresária escreve que a filha fez amizades que, nem em sonhos, nunca imaginou que seriam capazes de dar um fim a sua vida

"Será mesmo?". É com essa pergunta que a empresária Patricia Guimarães Ramos, mãe da adolescente Isabela Guimarães que foi morta com um tiro no rosto, começa seu desabafo sobre o laudo que sugeriu a soltura da amiga B.O.C. responsável pelo disparo. A adolescente, que está com 16 anos, cumpre medida socioeducativa no Lar Menina Moça, do Complexo Pomeri, em Cuiabá.

Patricia segue o desabafo, que foi publicado nesta quinta (20) em seu perfil do Instagram, relatando que lembra de Isabele por onde quer passe pela cidade.

"Quando ando pelas ruas de onde moro e me lembro dela ainda pequena…quando aprendeu a andar de bicicleta, quando fez as primeiras amizades, quando passeava com o cachorro (sic)".

Diz que Isabele "fez amizades que acreditava ser confiáveis". "Amizades essas que jamais, nunca em sonhos imaginou que seriam capazes de dar um fim à vida dela", aponta na postagem. Por fim, ela encerra a publicação que tem eternas saudades da filha.

parecer recomendado a progressão da internação de B.O.C. foi elaborado pela equipe multidisciplinar do Pomeri. Esta é a segunda vez que os profissionais pedem a liberação da adolescente. O documento está em segredo de justiça e, por isso, a reportagem do RDNews não teve acesso aos detalhes.

A recomendação dos profissionais do Pomeri também não tem efeito decisivo na soltura da adolescente, ou seja, o magistrado pode rejeitar a conclusão chegada pela equipe multidisciplinar e manter B.O.C. internada em regime socioeducativo.

Nesta quarta (19), completou um ano da internação socioeducativa da adolescente, após sentença da juíza Cristiane Padim, que chegou a destacar que B.O.C. agiu com “frieza, hostilidade, desamor e desumanidade”.

As investigações apontaram que Isabele foi morta dentro da casa da família de B.O.C., dentro de um dos banheiros no andar superior da residência no condomínio Alphaville I. Segundo a polícia, a garota apontou a arma para a amiga, disparou e o tiro acertou o rosto. Por isso, foi condenada por ato infracional análogo a homicídio doloso e qualificado.

Apesar de mais de 20 recursos impetrados tentando a soltura dela, a Justiça negou todos e a manteve internada no centro socioeducativo.

Como parte da sentença, também foi determinado que a decisão da internação tem que ser revista a cada seis meses, sendo que a segunda revisão deve ocorrer nos próximos dias.

 

 

Allan Pereira

 

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