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"Tenho medo de sair de casa", diz sobrevivente de ataque a culto

"Tenho medo de sair de casa", diz sobrevivente de ataque a culto


Mulher, que pediu para não se identificar, foi baleada com dois tiros na perna; caso ocorreu no domingo

Baleada com dois tiros na perna, uma sobrevivente do ataque a um culto religioso em Cáceres, no domingo (16), relatou nesta terça-feira (18) os momentos de tensão que viveu e o medo que a acompanha desde então. 

Em entrevista exclusiva ao MidiaNews, a sobrevivente da tentativa de chacina conta como foi aquela noite de violência. “Eu abri [os olhos e] vi um homem que estava atrás, só vi a arma. Estava todo de preto e com capacete”, diz.

Naquela noite, um grupo de cerca de 12 pessoas participava do culto, que ocorria em uma calçada no Bairro Cohab Velha. Segundo a mulher - que pediu para não se identificar porque ainda teme pela sua vida - , a cerimônia religiosa foi realizada lá porque era o espaço que tinha iluminação. 

Na rua havia pouca movimentação. Passavam das 20h quando o grupo iniciou uma oração com os olhos fechados. “Eu estava de olho fechado também, numa parte da calçada perto do portão. Foi a hora que eu escutei o tiro. Abri o meu olho e já foi a hora que eu caí”, conta. 

Ainda segundo a vítima, os dois homens que praticaram o crime pareciam estar atrás de uma mulher que é moradora do bairro, participava do culto, mas não pertence à igreja Aliança para a Cruz.

Essa mesma mulher foi quem teve a filha, de 11 meses, também baleada. Em dado momento, conta, os atiradores começaram a fazer disparos contra todas pessoas que estavam no local.

Além da recém-nascida, foram atingidos duas mulheres, de 27 e 36 anos, dois homens, de 41 e 45 anos, e duas adolescentes de 16 anos.  

Após os tiros, os atiradores fugiram. Um policial civil que passava no local no momento socorreu três das vítimas. As outras foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros. 

Por acreditar que está tendo várias ações de facções no Município, a mulher não sente segurança de estar nas ruas, mesmo sem ter envolvimento com criminalidade. “Esse negócio de facção é muito perigoso. Eu não sei o que eu tenho a ver. Eu fico até com medo de sair até de casa”. 

De acordo com a Polícia Civil, na segunda-feira (17) os investigadores trabalharam na intimação de vítimas e testemunhas e na coleta de imagens para tentar identificar a motocicleta utilizada no crime e os autores dos disparos. Não foi informado detalhes para não atrapalhar as investigações. 

 

 

DAVI VITTORAZZI
DA REDAÇÃO

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