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Após trancar inquéritos, ex-governador reclama que delações afastam muita gente da política

Após trancar inquéritos, ex-governador reclama que delações afastam muita gente da política


Ex-governador tem trancado diversos inquéritos em que foi delatado na Operação Ararath

Depois de quase 12 anos longe do Governo do Estado, pois abriu mão do cargo no dia 30 de março de 2010 para disputar o Senado, o ex-governador Blairo Maggi (PP) ainda responde a ações judiciais nas esferas cível e criminal. No entanto, já conseguiu trancar vários inquéritos e processos nos quais foi acusado por delatores de esquemas de corrução e também pelo Ministério Público Estadual e Federal de ter responsabilidade ou participação.

Somente a Operação Ararath da Polícia Federal (PF) foi responsável pela abertura de vários inquéritos contra Blairo, tanto no Ministério Público do Estado (MPE) quanto no Ministério Público Federal (MPF), relativos a delitos de corrupção, improbidade e até obstrução de Justiça. E por falta de provas, ou por excesso de tempo sem oferecimento de denúncia, a defesa de Blairo tem conseguido trancar essas investigações.

Maggi comentou sobre as últimas decisões favoráveis e disse que fica mais tranquilo e confiante. Ele reafirma que não participou de esquemas de desvios de dinheiro e nem avalizou aliados políticos ou empresários agirem de tal forma. “Quando você tem vitórias nos processos, obviamente é um alívio, é uma tranquilidade e vai consolidando e demonstrando que suas teses estão corretas. Quer dizer, não há provas, é muito diz que me disse e infelizmente é isso que tem afastado muita gente da política”, lamentou.

O ex-governador reclamou que boa parte das acusações surgem de pessoas que estão presas e na tentativa de ganharem liberdade fazem acusações sem apresentar provas. “O cidadão hoje chega e faz qualquer denúncia, você é execrado através da mídia e aquilo vai criando um papel muito desfavorável. Tenho certeza absoluta da minha lisura quando passei pelo Governo de Mato Grosso e o tempo vai mostrar que de fato não nenhuma coisa que pudesse me incriminar dentro das coisas que foram ditas”, colocou Blairo Maggi.

“Entendo o posicionamento de quem se defende, o cara está preso e quer sair. Quer se defender e fica falando, pois enquanto ele fala vai buscar as provas ou não”, acrescentou Maggi evitando opinar se as delações premiadas homologadas em Mato Grosso nos últimos anos deveriam ou não ser revistas.

“Não sei, acho que a Justiça está trabalhando. Uma coisa são as acusações, outra coisa são as finalizações de tudo isso. O tempo vai dizer, já se passaram alguns anos e talvez daqui uns cinco ou 10 anos a gente possa fazer uma avaliação mais apurada disso e a própria justiça também”, observou Maggi.

 

EMILY MAGALHÃES E WELINGTON SABINO

Da Redação

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