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Prefeita: "Foi uma violência política, desrespeito à autoridade"

Prefeita: "Foi uma violência política, desrespeito à autoridade"


Eliene Liberato (PSB) recebeu áudios com ameaças e denunciou o caso à Polícia, que investiga os ataques

A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato (PSB), classificou como um ato de violência política e um desrespeito à sua autoridade as ameaças que sofreu por parte de empresários e comerciantres após decretar quarentena no município, em razão dos altos índices de contaminação por Covid-19.

Nesta semana, a prefeita chegou a registrar um boletim de ocorrência e pediu proteção à Polícia Militar e Polícia Federal, a quem repassou áudios onde recebe ameaças de retaliações e é xingada.

Em entrevista a Rádio CBN Cuiabá, nesta sexta-feira (2), a prefeita afirmou que se sentiu desrespeitada como autoridade e também como mulher.

Segundo ela, em reuniões anteriores com os empresários era possível sentir a "ameaça velada nos gestos vindo de homens com intuito de desestabilizá-la".

"Me senti desrespeitada como mulher. Eu penso que é o fator que mais me deixou assim... Mesmo na reunião, eu senti essa ameaça velada nos gestos, querendo me desestabilizar, [coisa] de homem que é extremamente machista", afirmou.

No passado, quando o gestor anterior [Francis Maris] estabeleceu 21 dias de lockdown, não teve gritaria, não teve esses movimentos e nem ameaça

“No passado, quando o gestor anterior [Francis Maris] estabeleceu 21 dias de lockdown, não teve gritaria, não teve esses movimentos e nem ameaça", disse.

"Era perceptível no jeito [que o intuito era] de me desestabilizar. Eram aquelas provocações de que ‘mulher não aguenta’. Inclusive em um áudio [que recebi e repassei para a polícia], eles falam algo parecido”, cpmpletou.

Eliene afirmou que, em um grupo de troca de mensagens instantâneas, os empresários enviavam áudios e incitavam o ódio, chegando a preocupar um dos membros de que algo pudesse vir a ocorrer contra ela, razão pela qual repassou o material à prefeita. Ao tomar ciência do conteúdo do material, ela decidiu ir à delegacia.

Eliene afirmou que não sentiu medo em momento algum e que, na posição que ocupa, não poderia se deixar desestabilizar.

“A gente está em uma democracia, dialogamos e eles estavam querendo uma provocação de impor a todo custo o que eles achavam que era correto. É essa a leitura que fiz depois que passei por tudo”, explicou.

Quarentena

Os ataques começaram depois que Eliene decretou quarentena de 10 dias em Cáceres para reduzir o avanço do vírus no Município.  

De acordo com o painel epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, Cáceres já registra 6.829 casos da Covid-19 e 217 mortes.

 

 

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

 

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