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Criança de 6 anos é deixada sozinha em casa sem comida por horas

Criança de 6 anos é deixada sozinha em casa sem comida por horas


22/01/2021

Uma criança de 6 anos foi resgatada pelo Conselho Tutelar após ficar sozinha em casa pelo menos quatro horas, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. O menino foi acolhido na noite de sexta-feira (20), após uma vizinha denunciar que não havia ninguém em casa junto à criança e que ele havia quebrado o vidro da porta.

Para fazer a denúncia, a vizinha gravou um vídeo do menino, que estava no quintal da casa, sem nenhuma luz, apenas segurando um celular. No vídeo, ele parece assustado. Segundo a vizinha, a criança quebrou o vido da porta para conseguir sair de casa.

O Conselho Tutelar chegou à casa por volta de 18h para resgatar a criança. O menino foi levado a um abrigo e foi alimentado. Conforme a conselheira tutelar Rebecca Chaves, a mãe da criança havia saído no dia anterior, e deixado a criança aos cuidados do pai. 

“Ele estava em uma situação de abandono, completamente negligenciado desde o início da manhã. Segundo ele mesmo, a mãe já tinha saído no dia anterior de casa, devido a uma discussão, e o pai saiu hoje cedo e não retornou. Ficando ele sem alimentação, sem nenhum tipo de cuidado básico”, disse.

"Encontrar uma criança em uma situação tão vulnerável machuca, dói o coração, porque a gente vê uma criança que estava abandonada, completamente vulnerável, a gente consegue visualizar na própria conversa com a criança que é uma criança violada”, desabafou.

A mãe só chegou em casa por volta de 22h. A equipe da TV Anhanguera, que estava no local, conversou com ela, no entanto, ela não quis gravar entrevista.  À reportagem, ela só disse que o filho ficou poucas horas sozinho.

O Conselho Tutelar disse que vai fazer uma advertência aos pais e encaminhar o caso à Justiça. Rebecca acredita que eles devem responder por abandono de incapaz, e podem cumprir pena de detenção de 6 meses a 3 anos

“Primeiramente nós precisamos entender esse contexto familiar, entender o histórico de violação que ele já se encontra. Esses pais precisarão ser advertidos, porque ao que consta não é uma situação que aconteceu agora, é algo já recorrente, já existe um histórico de abandono”, disse a conselheira.

A conselheira disse ainda que a criança deve ficar aos cuidados do abrigo até que seja deferido o retorno ao vínculo familiar ou a continuidade do acolhimento.

“Essa criança que está em acolhimento agora será submetida a um entendimento do judiciário, esses pais passarão por uma tratativa com psicólogos, com assistentes sociais. Como a situação já é recorrente, existe a incidência de violência doméstica, esses pais serão advertidos como medida protetiva, e encaminhados para todos os atendimentos pertinentes ao Estatuto da Criança e do Adolescente”, informou.

 

 

G1 GO

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