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Patrulha Rural monitora fazendas e quer reduzir roubos e furtos no campo

Patrulha Rural monitora fazendas e quer reduzir roubos e furtos no campo


12/10/2020

Com o fim do vazio sanitário e início do plantio em Mato Grosso, a movimentação de insumos, implementos e defensivos agrícolas aumenta nas propriedades rurais do Estado nesta época do ano. Os produtos usados pelos produtores para garantir uma produção de qualidade são alvos de organizações criminosas que invadem as propriedades rurais para roubá-los ou furtá-los, bem como maquinários e gados, acabando com a paz no campo.

Em Mato Grosso foram registradas 219 ocorrências de roubo em propriedades rurais, nos primeiros sete meses deste ano. Já os casos de furto foram 1.014. 

Para reduzir os números de violência no campo e coibir as ações de organizações criminosas, principalmente neste período do plantio, a Polícia Militar realiza a "Patrulha Rural”. O subchefe de Estado Maior e diretor Operacional da Polícia Militar, coronel Wankley Corrêa Rodrigues, explicou que  o trabalho atende todo o campo, desde os pequenos produtores até os grandes. 

“Em Mato Grosso temos uma diversidade muito grande de produção na zona rural que vai desde os grãos até a pecuária. Então, o foco dos comandos regionais da PM no Estado é planejar operações para garantir a segurança no campo que são feitas pelas Patrulhas Rurais, que utilizam viaturas 4x4 para visitas em pequenas, médias e grandes propriedades, além rondas, barreiras e patrulhamento, levando segurança e buscando também uma comunicação mais aproximada com os produtores”. 

O coronel explicou também que paralelo a esse trabalho, vem sendo desenvolvido, em Tangará  da Serra, um projeto piloto chamado “Sentinela no Campo”, que é similar ao projeto desenvolvido na capital, no qual através do aplicativo Whats App, os produtores podem  comunicar de forma mais rápida como a polícia, ajudando na fiscalização no campo e facilitando a chegada das guarnições na ocorrência.  

“Sabemos que quando se fala em ocorrência rural ela tem esse diferencial, da distância no atendimento. Então, precisamos criar mecanismos para diminuir essa distância e tempo de atendimento ao cidadão no campo. Precisamos muito do cidadão para que ele faça a denúncia e que ajude em ações pró-ativas, ou seja, notando qualquer irregularidade procure imediatamente a Polícia Militar. A integração entre o homem do campo e a PM é o desafio e será o nosso foco para que tenhamos sucesso nas ações, porque para enfrentar esse tipo de crime precisamos de envolvimento para a solução dos problemas”. 

A Patrulha Rural vem dando bons resultados na região Sul de Mato Grosso, responsável por parte da produção de soja, milho, algodão e bovinos no Estado. O patrulhamento é desenvolvido pelo Comando Regional de Rondonópolis, que cuida do policiamento de 15 municípios e 3 distritos. 
 
O comandante da 14° CIPM de Força Tática de Rondonópolis, tenente – coronel PM Gleber Cândido Moreno, disse que a Patrulha Rural começou na região Sul em 2014, como um patrulhamento simples e com o  apoio do Sindicato Rural de Rondonópolis. Ele contou que não tinha ideia que o policiamento se tornaria grande para ficar em nível de Estado. 

Para executar o patrulhamento, a região foi dividida em quatro quadrantes, segundo o comandante, que completou dizendo que eles recebem o  policiamento da Força Tática de acordo com a demanda da população rural e do mercado econômico do agronegócio. 

“Em Mato Grosso, de 15 de julho a 15 setembro é o vazio sanitário. Nesse período as propriedades não estão plantando, com isso elas não estão adquirindo insumos, implementos e defensivos agrícolas. Então, a diminuição dos crimes é notória. Nesse período, mesmo sem estar na fase do plantio, fazemos o patrulhamento rural de proximidade que é uma patrulha de cadastramento das propriedades, na qual pegamos os dados da fazenda e dos funcionários, números de máquinas, implementos agrícolas e a posição georreferenciada da propriedade, que é o mais importante do projeto, porque a grande dificuldade quando se tem uma ocorrência na zona rural é chegar até ela, porém com o georrefenciamento pegamos a posição da fazenda e assim sabemos onde ela fica, realizando um atendimento mais ágil”.

O comandante explicou que o patrulhamento ostensivo e repressivo começa quando termina o vazio sanitário e as grandes fazendas começam a plantar e a adquirir insumos, implementos e defensivos, que chamam a atenção das quadrilhas.

“Então, iniciamos, nesta época, um policiamento para abordar, fazer barreiras e patrulhar no intuito de evitar os roubos e furtos nas propriedades rurais. Fazemos isso durante todo o ciclo de produção. Nos três primeiros meses do ano que vem vai começar a colheita. Nesse período fazemos o policiamento por conta do roubo de carga, porque as quadrilhas vão visar a produção”, disse o militar lembrando que as quadrilhas especializadas estão atrás de defensivos agrícolas, implementos, máquinas e por fim a adulteração do adubo. 

No ano passado, a atuação da Patrulha Rural foi apresentada em dois eventos do Conselho Nacional da Agricultura, de onde surgiu a proposta do Patrulhamento Rural Georeferenciado Campo Seguro para que a PM pudesse adotar em Mato Grosso na instituição e foi adotado. “Hoje estamos visitando os 15 comandos regionais implantando esse tipo de modalidade de policiamento que é feito na região sul”, disse o tenente-coronel. 

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e agropecuarista em Rondonópolis, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, conhecido também como Chico da Paulicéia, disse que a Patrulha Rural é fundamental para garantir a segurança do produtor rural e a paz no campo.

“Sabemos que o produtor rural fica distante do policiamento da cidade e com a patrulha rural nos sentimos atendidos, porque temos um recurso e a quem recorrer e saber que vai ser atendido. Isso dá uma segurança ao produtor e gera uma tranquilidade. 

Chico lembra que antes da patrulha rural, os produtores não sabiam a quem recorrer quando acontecia um crime. “Ligávamos no 190, mas ele não é preparado para atender o meio rural e tinha uma demora para chegar nos locais e agora temos um número especifico para falar na patrulha rural e ela mapeou toda a região para chegar mais rápido nas ocorrências”. 

 

 

Luzia Araújo

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