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MPE pede internação de menor que matou Isabele Ramos

MPE pede internação de menor que matou Isabele Ramos


11/09/2020

Ministério Público Estadual (MPE) protocolou uma representação pedindo a internação da menor de 15 anos apontada como autora do tiro que matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, dentro do banheiro de sua casa, no Alphaville, no dia 12 de julho. Ela pode ficar até 3 anos em um socioeducativo, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 

 

 

 

 

Fontes do Judiciário ouvidas pelo GD confirmaram que a representação foi protocolada na última terça-feira (8) por ato infracional análogo a homicídio qualificado – como já havia sido adiantado pelo delegado Wagner Bassi, da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), na conclusão do inquérito que investiga o crime e que, por isso, os órgãos pedem a internação da menor.  

Defesa da família da menor acusada do crime, bem como do pai dela, o empresário Marcelo Cestari, também indiciado no inquérito da Polícia Civil, considera que a tragédia é "uma sequência de infelicidades do caso concreto que culminou na morte da vítima". Mas, sobre o indiciamento do MPE, o advogado Artur Osti Barros, afirmou que desconhece a representação e que, por isso, não pode comentar. 

Consta no inquérito que após o namorado da menor ir embora, ela ficou 1min18s no banheiro junto com Isabele, até que o disparo acontece. A distância do tiro acontece entre 20 e 30 cm, informou à perícia, que também descartou o tiro acidental apresentado na primeira tese da defesa da menina.

  O Caso

Isabele Guimarães Ramos, 14, foi morta com um tiro no rosto quando estava na casa da melhor amiga, uma adolescente de também 14 anos. A amiga alegou que o disparo que matou Isabele foi acidental, no entanto, o inquérito da Polícia Civil concluiu que o homicídio foi doloso, ou seja, com intenção de matar.

A investigação durou 50 dias com 4 pessoas apontadas, além da menor e do pai dela, há ainda o indicamento do namorado dela e do pai dele. 

O namorado da menor que atirou, por ter levado as armas à casa da família Cestari, foi autuado por ato infracional análogo à posse de arma de fogo. E o pai dele, Glauco Fernando Mesquita Correa da Costa, foi indiciado por omissão de cautela, já que tinha responsabilidade sobre as armas.

 

 

 

Pablo Rodrigo e Yuri Ramires

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