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60 médicos de UTIs públicas são afastados durante pandemia

60 médicos de UTIs públicas são afastados durante pandemia


29/06/2020

Em Mato Grosso, cerca de 60 médicos que atuam em unidades de terapia intensiva (UTI) para pacientes com covid-19 estão afastados de suas funções por serem grupo de risco ou estarem contaminados pelo coronavírus. Esses afastamentos prejudicam o número de UTIs disponíveis para os pacientes com a doença, pois é necessário um grupo de profissionais especializado para esse tipo de atendimento.

Segundo o governo, os que fazem parte do grupo de risco têm doenças como diabetes, hipertensão, que são as comorbidades que agravam as chances de se contaminar com a covid-19 ou tem mais de 60 anos.

“Esses afastamentos são muito ruins porque não podemos aproveitar a experiência profissional de muitos anos de trabalho que esses médicos têm e que são vitais para atuar nas UTIs, garantindo o maior índice de sobrevivência possível, porque são eles que têm a experiência clínica e o manejo na hora de atender o paciente”, explica a diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Patrícia Neves.

Outro ponto que agrava a situação para manutenção dos leitos de UTI é a dificuldade de contratação de profissionais para a área da saúde como um todo. O governo lançou edital para contratação de 751 profissionais para diversas áreas de atuação na saúde e aumentou o valor pago por plantões para tentar atrair médicos, enfermeiros e outros profissionais.

“Essa dificuldade em conseguir contratar se dá primeiro por uma situação de pânico pelo que é a doença e como ela é enfrentada. Outro agravante é que muitos profissionais estão atuando em diversos lugares, atendendo em mais de uma unidade”, conta Patrícia, que acredita que a situação deva ficar ainda mais grave com o passar dos dias, não apenas em relação aos médicos, mas com todos os profissionais de uma forma geral.

A diretora da Santa Casa exemplifica com a dificuldade para encontrar técnicos de enfermagem, área que possui número reduzido de profissionais no mercado. “Estamos articulando uma forma para que os enfermeiros assumam essa linha de frente, assim como já é feito em diversos países”. (Com informações da assessoria).

 

 

 

Redação do GD

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