Português Italian English Spanish

TCE fiscaliza Pronto Socorro e encontra leitos irregulares e falta de EPIs

TCE fiscaliza Pronto Socorro e encontra leitos irregulares e falta de EPIs


25/06/2020

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realizou inspeção no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. Classificado como a unidade de saúde referência no tratamento de coronavírus da capital, os auditores encontraram inúmeras irregularidades no local.

 

 

 

 

 

 

A inspeção ocorreu no dia 12 de junho, mas o relatório foi assinado no dia 16. Os auditores, acompanhados do médico infectologista José Vitor Benevides, evidenciaram a falta de diversos equipamentos mínimos para o funcionamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), além de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais da saúde.

Fora os equipamentos, a inspeção técnica também notou a falta de medicamentos e de exames diagnósticos para os tratamentos da covid-19 e outras. Conforme o relatório, 17 pontos de irregularidades foram listadas.

Classificada como grave, os auditores relataram que nos leitos de UTI adulto faltam desfibriladores, eletrocardiograma, equipamentos adequados para aspiração traqueal, estetoscópios e outros.

Já nos cinco leitos infantis, foi identificada a falta de válvula respiratória e traqueias de silicone, além de ventilador mecânico e bombas de infusão.

Os medicamentos, como relaxante muscular e antibacteriano para adultos, também estavam em falta, assim como antibacterianos, vitamina D, zinco e exames de diagnóstico para dosagem em pacientes crianças.

“Ausência de equipamentos de proteção individual (macacão) para os profissionais da saúde que laboram nas UTIs do Pronto Socorro Município, assim como falta de capote para os profissionais terceirizados (apoio e limpeza) adentrarem nas UTIs”, diz um ponto do relatório, sobre a falta de EPIs.

Ainda segundo o relatório, 50 leitos da UTI adulto e 10 da UTI pediátrica para covid-19 estão irregulares no Novo Pronto Socorro de Cuiabá, pois essa unidade de saúde não é referência para atendimento de pacientes diagnosticadas com a doença.

“Ausência de 20 leitos de UTI Adulto (8 leitos de UTI) e Pediátrica (12 leitos de UTI) completos, do total de 54 leitos de UTI, equivalente a 37% dos leitos analisados, em desconformidade com art. 58 e 63 da RDC nº 7/2010”, aponta o documento.

Após a fiscalização, os auditores deram ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e o secretário municipal de saúde Luiz Antônio Possas de Carvalho o prazo de sete dias, para o encaminhamento das medidas a serem tomadas para regularizar o atendimento do hospital.

Outro lado
A reportagem do GD entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, que vai verificar ponto a ponto as irregularidades apontadas pelo TCE. A nota será encaminhada em seguida para a reportagem.

 

 

 

Vitória Lopes

  Seja o primeiro a comentar!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Envie seu comentário preenchendo os campos abaixo

Nome
E-mail
Localização
Comentário

 
 

 

 

COLUNAS E OPINIÃO

Blog do Samy Dana

Colunista O Repórter do Araguaia

Gerson Camarotti

Colunista O Repórter do Araguaia

 

VÍDEOS

 

Acesse nosso Canal no Youtube

 

NOSSOS PARCEIROS