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Protesto em Cuiabá - Pandemia deixa 10 mil desempregados e 26 bares e restaurantes fechados

Protesto em Cuiabá - Pandemia deixa 10 mil desempregados e 26 bares e restaurantes fechados


19/05/2020

Aproximadamente 50 empresários dos ramos de bares, restaurantes, academias e outros segmentos se reuniram em frente a um tradicional restaurante localizado na Praça 8 de abril, em Cuiabá, na tarde desta segunda-feira (18), e partiram em carreata para o prédio da Prefeitura de Cuiabá, na praça Alencastro.
 
Empresários fixaram cartazes nas laterais dos veículos e um deles carregava um caixão na caçamba, também acompanhado de uma faixa com os seguintes dizeres: "Aqui jaz um CNPJ e milhares de CPFs".
 
Impossibilitados de abrir as portas por conta dos decretos municipais relativos à pandemia do novo coronavírus, os empresários estimam que em torno de 10 mil pessoas perderam seus empregos somente na Capital e ao menos 26 empresas decretaram falência.

Empresários protestam em Cuiabá

"As empresas quando vão fazer uma demissão em massa, de 50%, elas têm que notificar, informar o sindicato e eu já recebi várias de empresas que não vão conseguir reabrir mais. Só dentro da Capital foram 26 empresas de médio porte e uma de grande porte", releva o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Bares, Restaurantes (Sindecombares), Jomer Lauro de Arruda, em entrevista ao Gazeta Digital.
 
O sindicalista reclama da falta de diálogo com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que viabilize a reabertura desses setores. "Queremos um decreto para poder trabalhar. Temos muitos garçons e mesmo a empresa que está com delivery, essa é uma categoria que não pode atender. E pode ter certeza que a gorjeta significa muito mais de 50% da remuneração de um garçom", revela.
 
Empresários pedem a "reabertura consciente" com a edição de um decreto que condicione o funcionamento de bares, restaurantes, academias e similares às mesmas regras impostas a outros setores do comércio da Capital, que foi autorizado a reabrir as portas em 27 de abril.
 
Tolentino Gomes Arantes Neto, proprietário da rotisseria Marido na Cozinha, também teve prejuízos e seu único pedido é poder trabalhar. "Precisamos abrir para salvar nossas famílias, para salvar os CPFs que estão atrás dos nossos CNPJs. Estamos vendo muita coisa aberta, você vai no comércio e está aberto e por que restaurante e bares têm que estar fechados? Queremos ser tratado igual. Qual a diferença de um supermercado que não tem janela para um restaurante que também funciona com ar condicionado?", questiona. "Nós estamos estimando que em torno de 40% dos restaurantes não voltam, é muita coisa, é muita gente desempregada", acrescenta.

Helvécio Maciel

Chef Executivo da rede de peixarias Lélis Peixaria, Helvécio Maciel fala que das quatro unidades, apenas uma está funcionando por delivery, o que gera somente 10% do faturamento que todas as unidades juntas tinham antes da pandemia. Ao todo, a empresa está mantendo o salário de 110 funcionários sem trabalhar.
 
Ele avalia que se as portas não puderem abrir até a próxima semana, a empresa começará a demitir funcionários. "Até agora não demitimos ninguém e temos 110 colaboradores. Nos mantivemos até agora com recurso próprio, mas já não temos mais fôlego. Se passar dessa semana vamos começar as demissões", revela.

Ver vídeo abaixo

Eduarda Fernandes, Gazeta Digital

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